Sábado, 23 de Setembro de 2017

Recuo

Setor de serviços tem retração
de 0,8% em julho

É a primeira queda desde março, quando o recuo foi de 2,3%.

13 SET 2017Por G108h:42

O volume do setor de serviços do país caiu 0,8% em julho frente a junho na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira queda desde março, quando o recuo foi de 2,3%. A queda vem após crescimento de 1,3% em junho, de 0,3% em maio e de 1,1% em abril.

De acordo com o analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Roberto Saldanha, o setor de serviços vinha crescendo desde outubro do ano passado. O resultado de março interrompeu a trajetória de crescimento, que foi retomada em abril, mas voltou a cair em julho.

No acumulado de 12 meses, o volume do setor de serviços caiu 4,6%. Já de janeiro a julho, a queda é de 4%. Em relação a julho de 2016, o recuo é de 3,2%. Todos essas séries são sem ajuste sazonal.

Segmentos

O segmento de serviços prestados às famílias (hotéis, restaurantes, atividades esportivas e outros) foi o único a crescer (0,9%) em julho frente ao mês anterior.
“Julho foi o último mês para saque das contas inativas do FGTS, portanto, podemos considerar que a melhora na renda das famílias contribuiu para o aumento no consumo de serviços”, disse.

Saldanha destacou que os serviços profissionais, administrativos e complementares, que tiveram queda de 2%, foi o principal responsável pela queda total do setor.

Segundo o economista, “esta foi uma queda pontual”, mas ainda assim não há indícios de recuperação do setor de serviços no país.

“Para ocorrer essa recuperação tem-se que verificar um crescimento mais robusto da indústria. Só o setor industrial pode alavancar os serviços, além do setor público por meio de suas contratações – entenda como terceirização”, ressaltou Saldanha.

Já as atividades turísticas tiveram queda de 2,1% em relação a junho, e de 5% na comparação a julho de 2016. Apesar de julho ser um período de férias escolares, o que estimularia as viagens e as hospedagens no país, Saldanha ressaltou que “esse segmento está com um histórico predominantemente negativo, entre outros motivos, por causa da inflação no preço das passagens aéreas em julho”.

Receita

A receita nominal em julho, na série com ajuste sazonal, ficou praticamente estável (-0,1%). Na comparação com julho de 2016, a variação foi de 1,9%. A taxa acumulada no ano ficou em 1,7% e a dos 12 meses, em 0,7%.

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