Caso foi de violência contra mulher idosa foi registrado no interior do Mato Grosso do Sul e homem já usava tornozeleira eletrônica antes do descumprimento
Distante aproximadamente 231 quilômetros de Campo Grande, um indivíduo de 43 anos foi preso em flagrante por descumprir a medida protetiva que o mantinha afastado da própria mãe, após agressão à essa idosa de 66 anos que foi registrada no fim da tarde de ontem (07) no município de Dourados.
Esse crime teria acontecido por volta das cinco horas da tarde, conforme apuração do portal local Dourados News, registrado por equipes da Polícia Militar em uma residência que fica localizada na Rua Dom João VI, no bairro conhecido como Jardim Ayde.
Além do descumprimento da medida protetiva, da agressão à própria mãe, o homem de 43 anos ainda teria ameaçado a vizinha, que foi uma das responsáveis por interromper a violência à mulher de 66 anos.
Conforme é descrito, essa moradora próxima que tentou ajudar a senhora agredida aguardava a chegada de viaturas das forças de segurança, após acionar o telefone 190, quando, tomado por fúria, o rapaz teria proferido ameaças também contra ela.
Como se não bastasse, é dito que o homem de 43 anos precisou ser contido pelos agentes da Polícia Militar que, posteriormente, o encaminharam até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário.
Graças ao histórico de violência, segundo informações repassadas pelos agentes de segurança pública, a mãe desse homem de 43 anos já possuía uma Medida Protetiva de Urgência contra o próprio filho, motivo pelo qual ele estaria usando inclusive tornozeleira eletrônica, descumprindo por completo a chamada MPU.
Medidas "ineficazes"
Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que, Mato Grosso do Sul registrou - como tratado recentemente pelo Correio do Estado - cerca de sete descumprimentos das chamadas Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) por dia em 2025, sendo quase três mil casos no terceiro pior ano em números de feminicídios de toda a série histórica em MS.
Ferramentas da Lei Maria da Penha, na teoria essas MPUs servem de proteção para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, já que deveriam afastar o agressor do domicílio, proibindo até mesmo o contato entre as partes e restringindo, quando é o caso, inclusive que o acusado faça visitas aos filhos.
Sobre o descumprimento das decisões judiciais que deferem as MPUs, a Sejusp aponta para um total de 2.828 casos de quebra dessa determinação em 2025. Na ponta do lápis, esse total informado pela Secretaria ao Correio do Estado representa, aproximadamente, sete casos diários de quebra de Medidas Protetivas de Urgência em Mato Grosso do Sul em 2025.
Nota-se que, apesar das mais diversas campanhas de conscientização, como por exemplo a #TodosPorElas que é promovida pelo próprio Tribunal de Justiça do MS, os números ligados à violência contra a mulher não têm diminuído de forma tão expressiva. Compilados os dados do ano passado em balanço, o Estado encerrou 2025 com 39 feminicídios, o terceiro pior índice da série histórica, atrás apenas de 2022 e 2020, com 44 e 40 vítimas respectivamente.
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