Cidades

Repatriação

Receita Federal vai excluir quem
repatriou dinheiro de origem ilícita

Auditores da Receita estão trabalhando na identificação dos contribuintes que aderiram ao programa para repatriação de dinheiro sujo.

Istoé

05/05/2017 - 08h24
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Contribuintes que tiverem legalizado dinheiro de origem ilícita no programa de repatriação serão excluídos do Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT), segundo informações da Receita Federal. É o que irá ocorrer com o ex-gerente da Petrobras que aderiu ao programa de repatriação para legalizar dinheiro de propina de corrupção. 

De acordo com a Receita, assim que o ilícito for identificado e comprovado será efetuada a exclusão e o envolvido ficará exposto à sanção tributária e penal. 

Os processos de revisão serão efetuados pontualmente, sobretudo após o encerramento da segunda fase da repatriação quando haverá uma consolidação dos dados. 

Nesta quinta-feira, 4, a Polícia Federal prendeu três ex-gerentes da área de Gás e Energia da Petrobras, suspeitos de receberem mais de R$ 100 milhões em propinas de empreiteiras que mantinham contratos com a petrolífera. Segundo a Polícia Federal, os valores eram operados por meio de dinheiro em espécie e empresas de fachada.

 

raio-x

Mato Grosso do Sul tem dois policiais militares para cada 1 mil habitantes

Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil aponta que há déficit no efetivo das polícias Militar e Civil em MS

04/08/2026 18h44

Polícia Militar opera com 56,1 da capacidade

Polícia Militar opera com 56,1 da capacidade Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Para cada 1 mil habitantes, Mato Grosso do Sul tem 2 policiais militares e menos de um bombeiro e policial civil, conforme a segunda edição do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta terça-feira (4).

Os dados têm como ano-base 2025 e apontam que, na soma de todas as corporações, somando também perícia oficial e Polícia Penal, o efetivo é de 14.022 no Estado.

A pesquisa mostra ainda que há déficit nas polícias em Mato Grosso do Sul.

Os cálculos sobre o déficit de policiais são feitos com base nas diferenças entre o tamanho real da corporação e os efetivos previstos pelos governos em lei ou planejamentos orçamentários. Os pesquisadores ponderam, no entanto, que nem sempre esses números estão atualizados em relação à demanda. "É o que cada Estado define como o seu ideal. Não existe uma métrica internacional para isso", diz Lima.

Com relação à Polícia Militar, o efetivo existente, de 5.948 policiais, corresponde a 56,1% do previsto, que é de 10.602. Na Polícia Civil, há 1.945 policiais em atuação, enquanto o efetivo previsto é de 2.970.

"Esses números sugerem que as polícias estaduais - responsáveis pela maior parte do policiamento ostensivo e da investigação criminal no país - seguem operando em ritmo de reposição mínima, sem ampliação substantiva de sua capacidade operacional, o que pode ser explicado em função dos limites fiscais para sua expansão", apontam os pesquisadores.

No caso da Polícia Civil, que tem o segundo maior efetivo entre as forças de segurança e opera hoje com 65,5% de sua capacidade ideal, o déficit acompanha o que ocorre em todo o Brasil. "É preocupante e revela cenário crítico de defasagem institucional em todo o território nacional", diz a pesquisa.

O quadro gera alertas especialmente por causa do contexto de avanço dos golpes, dos feminicídios e do crime organizado, para os quais o policiamento ostensivo tem efeito limitado e frentes mais especializadas trazem respostas mais efetivas.

"Está faltando investigação criminal no Brasil", afirma Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum.

Em relação à remuneração, a média bruta da PM de Mato Grosso do Sul é de R$ 9.145,13, enquanto a da Polícia Civil é de R$ 14.567,67.

Além das polícias e Corpo de Bombeiros, a pesquisa aponta que, a nível estadual, as guardas municipais são a quarta força de segurança com mais agentes, atrás da PM, Polícia Civil e Polícia Penal. No Brasil, a guarda é a segunda maior força em efetivo.

A pesquisa aponta que há um crescimento das guardas, mas que falta controle, destacando que ao longo dos últimos anos, as guardas têm passado a ser cada vez mais beligerantes e infladas pelas prefeituras, em espécie de "municipalização da segurança pública", mas que isso não necessariamente tem se revertido em mais controle da atividade dos agentes.

"Esse é um desafio, ainda mais com a possibilidade de a PEC (Proposta de Emenda à Constituição apresentada pelo governo federal) da Segurança ser votada (no Senado) ainda neste semestre, com texto que atribui mais papel a elas (guardas) na segurança pública", disse Lima.

 

Saúde

Hospital de Câncer ganha nova UTI e amplia atendimento de alta complexidade

Ampliação foi viabilizada por investimentos do Governo do Estado e da iniciativa privada

04/08/2026 18h15

Leitos de UTI

Leitos de UTI Reprodução/Assessoria de Comunicação

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A rede de atendimento oncológico de Mato Grosso do Sul ganhará um reforço de 20 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A ampliação da estrutura do Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA), referência no tratamento da doença no Estado, aumenta a capacidade de atendimento de pacientes em estado grave e fortalece a assistência de alta complexidade oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A nova unidade será inaugurada na próxima quinta-feira (7).

O novo Centro de Terapia Intensiva (CTI), instalado no segundo andar da unidade hospitalar, foi viabilizado por uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), e a iniciativa privada. Cerca de 70% dos recursos destinados à implantação do pavimento foram investidos pelo Estado, enquanto a etapa final da obra recebeu aporte de R$ 1,25 milhão de uma cooperativa de crédito, por meio de seu fundo social.

Com a conclusão dos investimentos, o hospital passa a contar com uma estrutura equipada para atender pacientes oncológicos em estado crítico. A unidade dispõe de 20 leitos de terapia intensiva, áreas de isolamento, equipamentos de alta complexidade e infraestrutura voltada à assistência especializada.

Segundo a presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Sueli Lopes Telles, a ampliação representa um avanço na qualidade da assistência prestada aos pacientes. "A entrega da nova ala reafirma o compromisso permanente com a inovação, a humanização e a excelência no atendimento, oferecendo um SUS com qualidade comparável à da rede privada e proporcionando um tratamento mais digno aos pacientes com câncer de Mato Grosso do Sul", afirmou.

Parceria

A implantação da nova ala foi resultado da atuação conjunta entre o poder público e o Sicredi. De acordo com o hospital, a maior parte dos investimentos foi realizada pelo Governo do Estado, responsável por aproximadamente 70% dos recursos empregados na obra.

A etapa final foi concluída após a doação de R$ 1,25 milhão feita pela cooperativa de crédito, por meio de seu Fundo Social, programa que destina parte dos resultados das cooperativas ao financiamento de projetos de interesse coletivo. Em reconhecimento à parceria, o espaço recebeu o nome de Ala Cooperação.

A inauguração oficial do novo Centro de Terapia Intensiva está marcada para as 10h da próxima quinta-feira (7), no Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande.

A cerimônia deve reunir representantes do Governo do Estado, dirigentes do hospital, integrantes da cooperativa de crédito, profissionais da saúde e demais convidados.

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