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DISTRITO FEDERAL

Premiadas pela ONU trocam experiências sobre violência de gênero

Premiadas pela ONU trocam experiências sobre violência de gênero

AGÊNCIA BRASIL

30/11/2014 - 19h00
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Vencedoras do Prêmio Nansen 2014, considerado o Nobel humanitário, duas representantes da Rede Borboletas com Novas Asas vieram da Colômbia para o Brasil para ouvir e compartilhar experiências com mulheres da periferia de Brasília. Luz Santiesteban e Sara Candelo fazem parte do grupo de cerca de 100 mulheres que estão transformando a realidade da cidade de Buenaventura, porto marítimo mais importante da Colômbia, marcada por altos índices de violência no conflito armado que divide o país.

As duas ativistas percorreram  hoje (30) as ruas da Cidade Estrutural, a cerca de 20 quilômetros do centro de Brasília e um dos bairros mais violentos da capital federal, para conhecer histórias de mulheres também vítimas de violência e compartilhar experiências de combate a essas agressões.

“Viemos conhecer a outra cara do Brasil. Me sinto orgulhosa de estar nessa comunidade. Mesmo não sendo daqui, me sinto dessa comunidade, porque eu sou isso, todas essas mulheres que estão aqui são minhas irmãs. Juntas podemos ser um coletivo, não importa que nós estejamos na Colômbia e elas estejam aqui. Podemos aumentar a rede para que trabalhemos juntas. A luta de mulheres não tem um só lugar”, disse Luz, que após ser vítima de violência sexual se juntou às borboletas na luta pela defesa das mulheres em meio ao conflito armado.

Parte do trabalho de Luz e outras borboletas é visitar e ouvir mulheres vítimas da violência e estimulá-las a denunciar os abusos. Segundo Luz, em Buenaventura, as mulheres são as maiores impactadas pelos conflitos, que obrigam famílias inteiras a deixar suas casas e a recomeçar a vida em outras regiões. “São elas quem têm sair com as crianças, que são violadas, estigmatizadas com o sexismo, o racismo. E quem são as mais perseguidas? As líderes e lideranças que vivem trabalhando nos processos comunitários”, denunciou.

Para se protegerem das ameaças e garantir que as denúncias sejam feitas, a Rede Borboletas funciona com o sistema de comadreo, uma rede informal de comadres, para que as mulheres se sintam à vontade para denunciar sem medo de sofrer retaliações dos grupos armados ou da própria polícia. As comadres também se escutam e se ajudam, numa resposta coletiva às violências.

“Nos dá medo denunciar, porque a polícia não é um apoio. Se uma vai e denuncia, logo já sabem quem denunciou. Por meio do comadreo, coletamos as informações e fazemos a denúncia através da rede. É mais complexo e mais seguro. Tivemos resultados bons e estamos usando muito essa estratégia”, explicou Sara Cadelo.

Reconhecidas internacionalmente com o Prêmio Nansen, entregue pelo Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), as borboletas pretendem ampliar suas vozes e usar o dinheiro da premiação – US$ 100 mil – para construir uma casa de acolhimento para as mulheres vitimizadas em Buenaventura.

“O prêmio nos compromete mais com o trabalho comunitário que realizamos e nos abre um alto-falante para chegar não somente às pessoas de Buenaventura, mas também a outros municípios do Vale do Cauca. Somos ambiciosas, pensamos grande. E nesse pensar grande também pedimos a colaboração de outras organizações que possam ajudar no desenvolvimento desse projeto, porque a ideia é fazer uma casa de acolhimento, e para isso necessitamos de benfeitores que sigam trabalhando conosco”, pediu Luz.

“Necessitamos de uma casa de acolhimento não só para as mulheres, mas para as crianças, porque, quando uma mãe é violentada ou é agredida, ela sai de casa e não tem para onde ir. E, ao não ter para onde ir, seus filhos vão acabar na rua”, acrescentou Sara, Segundo ela, o prêmio “dá força e fortaleza” às borboletas, que agora vão buscar parcerias para construir e manter o abrigo.

Investigação

MP apura recusa de matrícula a autistas em escolas privadas de Dourados

Procedimento foi aberto a partir de denúncia anônima e envolve cinco instituições de ensino da rede privada do município

29/04/2026 16h00

MP apura recusa de matrícula a autistas em escolas privadas de Dourados

MP apura recusa de matrícula a autistas em escolas privadas de Dourados Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um procedimento administrativo para investigar denúncias de recusa de matrícula e cobrança de valores considerados excessivos por escolas particulares de Dourados no atendimento a crianças com deficiência e transtorno do espectro autista (TEA). A informação foi publicada na edição desta quarta-feira (29) do Diário Oficial. 

A apuração é conduzida pela 17ª Promotoria de Justiça da Comarca de Dourados e trata de possíveis violações de direitos individuais indisponíveis às crianças. O procedimento foi aberto a partir de denúncia anônima e envolve cinco instituições de ensino da rede privada do município. São alvos da investigação as escolas Franciscana Imaculada Conceição, Escola Adventista, Sagrado Coração, Lumiere e Wings.

O MP busca esclarecer se houve negativa de vagas a estudantes com deficiência, além da eventual prática de cobrança diferenciada ou abusiva nas mensalidades e taxas escolares.

Em entrevista ao Correio do Estado, a assessoria de imprensa estadual da rede adventista alegou ter ciência da investigação e disse colaborar com o MP. "Sim, o Ministério Público entrou em contato conosco, estamos colaborando, a rede adventista não registra nenhum tipo de reclamação, temos alunos com essas condições, e estamos colaborando com as investigações".  

Cabe destacar que a legislação brasileira garante o direito à educação inclusiva, proibindo a recusa de matrícula e a cobrança adicional de valores em razão da condição do aluno. Caso sejam confirmadas irregularidades, as instituições podem ser responsabilizadas nas esferas civil e administrativa.

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infraestrutura

Adriane assina liberação de R$ 100 milhões para asfaltar 19 bairros de Campo Grande

O recurso é proveniente da Bancada Federal de Mato Grosso do Sul e integra o pacotão de R$ 540 milhões para pavimentação de 40 bairros até 2028

29/04/2026 13h45

Pavimentação deve contemplar 40 bairros da Capital até 2028

Pavimentação deve contemplar 40 bairros da Capital até 2028 FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Um pacotão de R$ 100 milhões em repasses da Bancada Federal de Mato Grosso do Sul será assinado nesta quinta-feira (30) pela prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) para pavimentação e drenagem. O valor garante 33,9 quilômetros de asfalto novo em 19 bairros da Capital. 

A assinatura do contrato de concessão do recurso deve acontecer no gabinete da Prefeita, às 10h de amanhã (30). 

O valor deve ser somado a outros R$ 143 milhões que já foram disponibilizados pela Caixa Econômica Federal e foram formalizados durante a Expogrande 2026, onde R$ 136.099.957,27 serão financiados e R$ 7.166.400 virão do Município. O recurso será viabilizado através do programa do governo Federal, Avançar Cidades.

Essa etapa faz parte de um planejamento da Prefeitura que prevê um investimento de R$ 540 milhões em pavimentação asfáltica na cidade até 2028, garantindo asfalto em mais de 40 bairros. 

Neste primeiro momento, os bairros que serão contemplados com a pavimentação nas viar urbanas são:

  • Vila Nossa Senhora Aparecida
  • Bosque da Saúde
  • Jardim Noroeste 
  • Vilas Boas
  • Jardim Auxiliadora
  • Nova Tiradentes
  • Jardim Vitória
  • Anhembi
  • Jardim Itamaracá
  • Moreninha IV
  • Moreninha III
  • Jardim Los Angeles
  • Parque Residencial Lisboa
  • Porto Galo
  • Aero Rancho
  • Vila Nogueira
  • Vila Amapá
  • Jardim das Nações
  • Guanandi II
  • Tarumã
  • Coophavila II
  • Jardim Batistão
  • Jardim Santa Emília
  • Jardim São Conrado
  • Tijuca/Verdes Mares
  • Parque dos Girassóis
  • Jardim Oliveira
  • Residencial Flores

Ao longo dos próximos dois anos, de acordo com a prefeitura, a Capital deverá receber quase 700 quilômetros de pavimentação, a partir do Plano de Equilíbrio Fiscal, que engloba uma série de medidas de aprimoramento e modernização da gestão das finanças municipais, possibilitando que a cidade estivesse apta a receber os investimentos. 

“Fizemos o dever de casa, cortamos despesas e agora o resultado começa a vir com investimentos para a cidade”, ressaltou Adriane Lopes. 

A reportagem entrou em contato com a prefeitura para saber quais bairros estão contemplados no recurso que será assinado nesta quinta-feira. O espaço está aberto para as atualizações. 

 

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