Cidades

Acidente Aéreo

Polícia Federal faz mapeamento 3D da área atingida por avião

Drones, equipamentos manipulados por controle remoto, serão utilizados.

G1

15/08/2014 - 09h55
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A Polícia Federal começa nesta sexta-feira (15) a fazer o mapeamento 3D da área atingida pelo acidente aéreo que matou o candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), e mais seis pessoas em Santos, no litoral de São Paulo. As imagens serão registradas com a utilização de um drone, veículo aéreo com câmera não tripulado.

Inicialmente, esse mapeamento será feito a partir das primeiras fotos e vídeos que foram colhidos pelos peritos, a fim de realizar uma possível reconstituição do que aconteceu minutos antes da queda do avião. Com o material coletado, a expectativa é que a Polícia Federal consiga entender e até percorrer com o equipamento o trajeto feito pela aeronave.

Para facilitar os trabalhos, a polícia pediu à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos que ampliasse o espaço das ruas isoladas. Com isso, a interdição da Rua Vahia de Abreu para os motoristas vai da Avenida Francisco Glicério até a Avenida Washington Luiz (Canal 3). Já para os jornalistas que trabalham no local, a interdição da Rua Alexandre Herculano vai da Avenida Washington Luiz (Canal 3) à Rua Armando Sales de Oliveira.

A queda do avião ocorreu por volta das 10h, nesta quarta, em um bairro residencial de Santos, no litoral paulista. O candidato tinha uma agenda de campanha em Santos. Chovia no momento do acidente.

A Aeronáutica informou em nota que o avião decolou do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá, também no litoral. "Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave", informou.

Além de Campos, outras seis pessoas estavam na aeronave.

Veja a lista:
- Eduardo Campos, candidado à presidência
- Alexandre Severo Silva, fotógrafo
- Carlos Augusto Leal Filho (Percol), assessor
- Geraldo Magela Barbosa da Cunha, piloto
- Marcos Martins, piloto
- Pedro Valadares Neto
- Marcelo de Oliveira Lyra

Seis vítimas do acidente moravam na área onde caiu o avião foram para a Santa Casa de Santos, entre elas duas crianças, duas mulheres e uma idosa. Segundo o hospital, todas passam bem.

A Polícia Federal enviou seis peritos para Santos a fim de trabalhar na apuração da causa do acidente. Aeronáutica e Polícia Civil também vão investigar.

 

NOVAS DATAS

Governo anuncia novas datas da interdição na ponte do Rio Paraguai

Em razão da alta movimentação gerada pela celebração do Dia dos Pais, a paralisação total começa a partir do sábado, dia 15 de agosto

06/08/2026 07h30

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos Divulgação: Governo do Estado

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Devido a movimentação gerada pela data comemorativa do Dia dos Pais, que ocorre no próximo domingo (9), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) adiou em uma semana a agenda de interdições de tráfego na ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá .

A interdição total estava prevista para começar neste sábado (8), às 17h, porém a paralisação do fluxo na ponte agora será iniciado no dia 15. Com as mudanças, a nova agenda de interdição para obras fica assim:

- 15 de agosto (a partir das 17h) e 16 de agosto (até às 12h);

- 22 de agosto (a partir das 17h) e 23 de agosto (até às 12h);

- 29 de agosto (a partir das 17h) e 30 de agosto (até às 12h).

As obras de recuperação e com o tráfego em meia pista ocorrem desde o dia 12 de junho na ponte sobre o Rio Paraguai. A interrupção desta vez durará 19 horas nos próximos três finais de semana.

A rodovia BR-262 é o único acesso asfaltado das cidades Corumbá e Ladário, que juntas somam em torno de 122 mil habitantes.

De acordo com a Agesul, a “suspensão do tráfego é indispensável para garantir a segurança dos usuários e a execução adequada dos serviços da ponte, que é estratégica para Corumbá e para o Pantanal”.

Ainda de acordo com a Agesul, faixas informativas e painéis de LED foram instaladas em locais de grande circulação e acesso, como a entrada de Miranda, o acesso ao Lampião Aceso, o Anel de Corumbá, nas proximidades da antiga praça de pedágio e a entrada de Porto Esperança, com o objetivo de alertar os usuários com antecedência, organizar o fluxo de veículos e garantir mais segurança durante a execução dos trabalhos.

A reforma da ponte de 1,2 quilômetro foi contratada por R$ 11,7 milhões e, apesar de se tratar de rodovia federal, a obra está sendo bancada pelo Governo do Estado, que é responsável pela manutenção da estrutura desde conclusão, em meados de 2001.

Logo após a liberação para o tráfego foi instituída a cobrança de pedágio. O dinheiro, conforme alegação na época, seria utilizado para pagar o financiamento da obra e para bancar a manutenção da estrutura.

A cobrança se estendeu até setembro de 2022. Porém, a ponte foi devolvida ao Governo do Estado sem condições de tráfego. Depois do fim da cobrança, a Agesul já investiu em torno de R$ 10 milhões em reparos emergenciais, na elaboração do projeto para a reforma ampla que está em andamento e para o pagamento de empresas que fizeram o controle do tráfego.

Depois do fim da cobrança de pedágio, a ponte ficou durante quase dois anos parcialmente interditada e durante este período era necessário organizar o pare-siga nas duas extremidades. 

As obras em andamento vão custar o dobro do previsto pelo ex-secretário de obras, Hélio Peluffo. Em junho de 2023 ele previu gastos da ordem de R$ 6 milhões para recuperar a estrutura. 

Em março de 2023, por conta das péssimas condições da única ponte sobre o Rio Paraguai que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado, o tráfego passou a ser em meia pista. A interdição se estendeu durante mais de um ano, até que reparos emergenciais fossem feitos na pista de rolamento. 

Porém, o problema principal é que os "amortecedores" instalados entre as pilastras e a parte superior da ponte (a pista) estão desgastados porque não receberam a devida manutenção.

Ao longo de 2022,  com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga, a cobrança rendeu R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses daquele ano.

Relações exteriores

Itamaraty rebaixa relação diplomática com Argentina após novas ofensas de Milei a Lula

A decisão foi comunicada ao embaixador da Argentina no Brasil

05/08/2026 21h00

Javier Milei, presidente da Argentina

Javier Milei, presidente da Argentina Foto: Divulgação

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O Itamaraty rebaixou nesta a relação diplomática com a Argentina para nível de encarregado de negócios. Segundo fontes do Itamaraty, Julio Bitelli, embaixador brasileiro em Buenos Aires, não voltará ao país vizinho.

A medida deve durar enquanto o presidente Javier Milei mantiver as ofensas contra seu homólogo, Luiz Inácio Lula da Silva. A embaixada continuará funcionando gerida por um encarregado de negócios, sem a presença do chefe do posto.

A decisão foi comunicada ao embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, por meio de uma nota de protesto.

O anúncio ocorre após uma nova sequência de ataques de Milei ao presidente Lula, em entrevista ao canal LN+. Como mostrou o Estadão/Broadcast, as ofensas deveriam complicar o cenário de normalização diplomática e retardar o retorno de Bitelli à capital argentina. Gestos de distensão eram uma condição para a volta do diplomata.

No domingo, 2, Milei reiterou na entrevista o teor das declarações que havia feito no Brasil, ao participar da convenção que lançou a candidatura oposicionista do senador e aliado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente da República. O presidente argentino afirmou que agiu de forma correta ao chamar o petista de "presidiário", "ladrão" e "corrupto".
 

Até sexta-feira, 31, a ordem no Itamaraty era aguardar sinais de eventual normalização e monitorar a situação política na capital argentina à distância, por meio de contatos diversos do corpo diplomático.

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