Cidades

novas regras

Ouvidorias de bancos terão de gravar atendimento e fornecer contato na internet

Obrigação era valida apenas para o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC)

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As ouvidorias dos bancos terão de gravar o atendimento aos clientes e fornecer os contatos nas páginas iniciais das instituições financeiras na internet. As alterações foram decididas hoje (23) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que deu prazo até 30 de junho de 2016 para a implementação das novas regras.

Até agora, a obrigação para a gravação valia apenas para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), primeira etapa de atendimento ao cliente. Em relação à divulgação dos contatos, as instituições terão a opção de apresentar números de telefones da ouvidoria diretamente na página inicial ou de divulgar um link com a página dos contatos.

O CMN alterou o prazo máximo de atendimento das ouvidorias de 15 dias corridos para dez dias úteis. As ouvidorias terão também de divulgar, a cada semestre, na internet, um relatório com as estatísticas de atendimento e as atividades desenvolvidas.

A ouvidoria representa a última etapa de atendimento, quando o cliente não conseguiu resolver os problemas nas agências bancárias ou no SAC. Segundo a chefe do Departamento de Regulação Financeira do Banco Central, Sílvia Marques, as mudanças trarão mais transparência a esse tipo de serviço. “As alterações visam a aumentar a transparência e a envolver mais racionalidade e eficiência ao setor de ouvidoria. Além disso, as novas regras tornam mais claras as atribuições do ouvidor”, diz Silvia.

Em relação à obrigatoriedade da divulgação dos relatórios na internet, Sílvia diz que o público deve ter acesso a informações até agora restritas à autoridade monetária. “O BC já tem todas as informações sobre as ouvidorias dos bancos, mas elas não chegam ao público de forma sistemática.”

EM CAMPO GRANDE

Homem é preso por estupro de vulnerável e mãe de vítima é investigada

Suspeita é de que a mulher recebia dinheiro para permitir que a filha dormisse fora de casa e era a favor do crime

20/03/2026 09h45

Divulgação

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Durante a manhã da última quinta-feira, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) prendeu um homem de 43 anos por estupro de vulnerável. A mãe da vítima também está sendo investigada por suspeita de cumplicidade no crime.

Segundo as informações, o homem manteve uma relação violenta com a adolescente de 13 anos, de setembro de 2025 à fevereiro de 2026, o que se enquadra como estupro de vulnerável. A investigação iniciou a partir do boletim de ocorrência registrado em dezembro do ano passado.

Com a apuração, a polícia identificou indícios de que a mãe da vítima era conivente com o 'relacionamento' e ainda facilitava para que o crime continuasse. Conforme as informações, a mulher autorizava que a filha pernoitasse na casa do criminoso, e vendia a menina ao trocar a 'permissão' dela por valores financeiros.

Foi apontado ainda que a mãe expressava a vontade própria de mentir para às autoridades na tentativa de acobertar o crime.

Devido a gravidade do caso, não apenas por a adolescente ser vítima e encarar o crime como um 'relacionamento', mas também pelo agravante da participação da mãe, foi determinada prisão preventiva do estuprador.

A prisão aconteceu no bairro Vila Carvalho, em Campo Grande, no local de trabalho do homem, e foi apreendido o celular, encaminhado para a perícia para complementar as provas.

Conduzido à sede da DEPCA, o envolvido foi indiciado nos termos do Artigo 217-A do Código Penal, por estupro de vulnerável, e com a causa de aumento de pena prevista no Artigo 226, inciso II.

A mãe também envolvida no caso segue em investigação.

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CAMPO GRANDE

PRF realiza mobilização por criação de fundo nacional de segurança

Ato reforça mobilização nacional pelo FUNCOC, que destina bens do crime organizado para a segurança pública

20/03/2026 09h15

A mobilização desta sexta amplia uma agenda que já vinha sendo construída no Estado

A mobilização desta sexta amplia uma agenda que já vinha sendo construída no Estado Divulgação

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Policiais rodoviários federais realizaram, na manhã desta sexta-feira (20), uma mobilização em frente à Superintendência da Polícia Rodoviária Federal, em Campo Grande, em apoio à criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).

O ato integra um movimento nacional que reúne diferentes categorias da segurança pública e busca pressionar pela aprovação definitiva da proposta no Congresso Nacional. A iniciativa prevê a destinação de bens e valores apreendidos de organizações criminosas para o financiamento de ações de combate ao crime, com investimento em tecnologia, equipamentos e efetivo.

A mobilização desta sexta amplia uma agenda que já vinha sendo construída no Estado. No último dia 10, policiais penais federais também se reuniram em frente ao Presídio Federal da Capital, em manifestação organizada pelo Sindicato dos Policiais Penais Federais em Mato Grosso do Sul (SINPPF-MS), com a mesma pauta.

A proposta de criação do fundo está vinculada à chamada PEC da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara dos Deputados e atualmente em tramitação no Senado Federal. O texto prevê mudanças estruturais no sistema de segurança, incluindo maior integração entre as forças, fortalecimento do sistema penitenciário e novas fontes de financiamento para o setor.

Entre os principais pontos, está a criação de mecanismos para reaproveitamento de recursos oriundos do crime organizado, além da implementação de tecnologias para integração de dados e atuação conjunta entre diferentes instituições, incluindo forças federais, estaduais e guardas municipais.

Outro eixo da proposta trata do endurecimento de regras para crimes relacionados a facções, com restrições a benefícios como progressão de regime, saídas temporárias e remição de pena.

A mobilização nacional ocorre após aprovação expressiva da proposta na Câmara, onde obteve ampla maioria de votos favoráveis, incluindo apoio unânime da bancada federal de Mato Grosso do Sul. Agora, a expectativa das categorias é de que o Senado avance na análise do texto e consolide a criação do fundo como instrumento permanente de financiamento da segurança pública.

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