Quarta, 22 de Novembro de 2017

STF

Nomes de destaque do PT e do PMDB integram lista secreta de Edson Fachin

As petições em segredo abordam fatos ainda não publicados, com base as delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht

19 ABR 2017Por Istoé11h:18

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB) fazem parte da lista secreta do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da Lava Jato. A informação foi divulgada pelo jornal Estado de S. Paulo, o qual teve acesso exclusivo às petições que abordam fatos ainda não publicados, com base as delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Estes casos permanecem em sigilo porque a procuradoria geral da república entende que a sua divulgação pode prejudicar as investigações. Há relatos de pagamentos de vantagens indevidas em nove campanhas eleitorais, num total de R$ 17,43 milhões – parte do valor foi pago em dólar.

Lula é citado nas operações da Odebrecht em Cuba, no Porto de Mariel, e em Angola, em um contrato assinado entre o grupo baiano e a empresa Exergia, de propriedade de Taiguara Rodrigues, sobrinho da primeira mulher do ex-presidente. O contrato previa a prestação de serviços em Angola, entre 2011 e 2014, quando Lula já não era presidente. De acordo com quatro colaboradores, no entanto, esta contratação foi feita para atender a pedido do próprio ex-presidente.

Em relação a Antonio Palocci, o pedido é para investigar as afirmações de delatores de que o ex-ministro fez pedido para pagamentos a campanhas eleitorais à presidência do Peru e à presidência de El Salvador. Neste último, o valor pago ao marqueteiro João Santana, segundo os relatos, foi de R$ 5,3 milhões para que ele trabalhasse na campanha de Maurício Funes, eleito em 2009. Colaboradores também apontaram o pagamento de US$ 3 milhões para a candidatura de Ollanta Humala à presidência do Peru. Nos dois casos, o repasse teria sido feito por intermédio do Setor de Operações Estruturadas, o chamado “departamento da propina”.

 

 

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