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MEC aplicará pela primeira vez
videoprovas em libras no Enem

MEC aplicará pela primeira vez
videoprovas em libras no Enem

Folhapress

13/06/2017 - 14h09
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O Ministério da Educação aplicará, pela primeira vez, videoprovas traduzidas para Libras (Língua Brasileira de Sinais) no Enem 2017. Para esta edição, foram solicitadas 1.897 utilizações dessa opção de acessibilidade. O recurso foi o mais selecionado entre os participantes surdos ou com deficiência auditiva. As informações são da Agência Brasil.

Outras opções de acessibilidade do Enem eram o Tradutor-Intérprete de Libras, que teve 1.489 solicitações, e o recurso de Leitura Labial, escolhido por mil pessoas. Cerca de 52 mil participantes solicitaram Atendimento Especializado para o Enem. Desses, 4.957 são deficientes auditivos e 2.184 são surdos.

A videoprova foi desenvolvida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em parceria com professores, pesquisadores e especialistas da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), do Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos), entre outros. As universidades federais de Santa Catarina e Santa Maria já têm usado o recurso. As questões desenvolvidas nos estudos para construção da ferramenta podem ser acessadas em simuladolibras.coperve.ufsc.br

VIDEOPROVA
Na Videoprova Traduzida em Libras, as questões e as opções de respostas são apresentadas em Língua Brasileira de Sinais por meio de um vídeo. O recurso terá o mesmo número, ordem e valor de questões da prova regular, além da garantia de qualidade e normas de segurança máxima de todas as provas do Enem.

Só não serão integralmente traduzidas para Libras as questões de Língua Estrangeira Moderna. Nessas questões, somente os trechos originalmente em português serão traduzidos para Libras.

Durante o exame, cada participante receberá um notebook para fazer as provas. As orientações, os enunciados das questões e as alternativas de respostas serão apresentadas em Libras por meio de vídeos gravados em DVDs. Junto com o notebook e os DVDs, o participante também receberá o Caderno de

Questões, a Folha de Redação e Cartão-Resposta, onde deverá marcar as respostas. O participante poderá escolher qual Área do Conhecimento fazer primeiro e poderá assistir aos vídeos na ordem que preferir.

De acordo com o MEC, a prova será aplicada em ambientes preparados para garantir sigilo, autonomia e segurança. A sala poderá ter até 20 participantes usando o recurso e nela atuarão dois intérpretes, três fiscais e um técnico de informática. Os intérpretes farão a mediação entre ouvintes e usuários de Libras. Esses profissionais não auxiliarão os participantes na tradução das questões da prova.

ENEM
O Enem será feito, pela primeira vez, em dois finais de semana, nos dias 5 e 12 de novembro. O resultado pode ser usado para concorrer a vagas em instituições públicas pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), a bolsas de estudo em instituições privadas pelo ProUni (Programa Universidade para Todos) e a financiamento pelo Fies.

SUSPEITAS

MPMS investiga contratos milionários de transporte no interior de MS

Prefeito de Rio Verde destinou R$ 929 para aluguel de micro-ônibus por oito meses. Um veículo novo custaria R$ 636 mil

16/06/2026 13h24

Somando contratos de transporte escolar e de pacientes do SUS, mesma empresa faturou quase R$ R$ 3,7 milhões em Rio Verde

Somando contratos de transporte escolar e de pacientes do SUS, mesma empresa faturou quase R$ R$ 3,7 milhões em Rio Verde

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Após receber denúncia de que a prefeitura de Rio Verde de Mato Grosso alugou um ônibus para o transporte de pacientes do SUS por um valor superior ao daquele que custaria um veícculo novo, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou um inquérito civil para investigar suposto superfaturamento do crontato. 

Conforme a denúncia, o aluguel do microônibus, com capacidade para até 37 passageiros,  foi contratado por R$ 929,4 mil. Um veículo novo, segundo esta denúncia, poderia ser adquirido por R$ 636,8 mil. 

Além disso, a empresa que firmou o contrato para transportar pacientes do SUS também conseguiu firmar outro contrato emergencial, sem licitação, com o prefeito Réus Antonio Sabedotti  Fornari (PP), garantindo o faturamento de outros R$ 2, 761 milhões. 

Ao apresentar sua defesa, a secretária de saúde, Aline Benvenutti Ribeiro, alegou à promotoria que o aluguel do ônibus para o transporte de pacientes era mais barato do que comprar um veículo novo, já que existe uma série de outros gastos além do custo inicial da compra do veículo. 

Pelo contrato, válido por oito meses, a empresa contratada teria de percorrer 60 mil quilômetros, o que equivale a R$ 15,49 por quilômetro. O transporte de pacientes foi feito para cidades como Coxim, São Gabriel do Oeste e Campo Grande, sempre em estrada asfaltada. 

Em média, um veículo deste porte percorre em torno de 3,5 quilômetros com um litro de diesel. Então, para percorrer os 60 mil quilômetros seriam necessários em torno de 18 mil litros de combustíveil. Levando em consideração o custo do litro da ordem de R$ 7,00, o gasto seria inferior a R$ 130 mil. 

Além disso, se este ônibus tivesse dois motoristas em tempo integral, ao custo mensal de R$ 7 mil cada um, valor bem superior ao custo real, seriam mais R$ 112 mil. E, em uma projeção pessimista, pode-se acrescentar mais R$ 50 mil de manutenção ao longo de oito meses. 

Somando tudo, seriam quase R$ 300 mil de gastos totais ao longo de 8 meses. Então, somando o custo da aquisição de um veículo novo, de R$ 636 mil, mais os R$ 300 mil de gastos, chegaria-se ao custo do contrato, de R$ 929 mil. 

A diferença, porém, é que ao final do contrato de oito meses a prefeitua estaria com um microônibus semi-novoem seu patrimônio. Atualmentel, a frota do setor de saúde já conta com nove veículos. E, segundo a secretária de saúde, o custo anual com os serviços de menutenção do ano passado foi de R$ 334 mil.

E, apesar de contar com uma frota significativa, toda ela adquirida depois de 2018, a prefeitura alegou que era necessário contratar um novo veículo para evitar que pacientes perdessem atendimentos agendados em diferentes hospitais de Campo Grande. 

Antes de fazer a contratação emergencial do microônibus, a prefeitura fez levantamento de preços e três empresas apresentaram proposta. A vencedora, Aleluia Logística e Transportes, pediu R$ 15,49 por quilômetro rodado. Uma outra, Transportadora Aleluia, se ofereceu a fazer o serviço por R$ 15,95. Uma terceira interesssada pediu R$ 24,80.

A suspeita da promotoria, porém, é de que estas propostas tenham sido forjadas somente para cumprir uma formalidade legal. Agora, o promotor quer saber se as duas empresas com nomes parecidos realmente existem e se pertencem à mesma família.

A investigação do MPMS começou ainda no final do ano passado e durante a apuração o denunciante revelou que a mesma empresa havia voltado a firmar contrato emergencial para o transporte de estudantes. 

Conforme este novo contrato, a Aleluia Logística e Transporte receberia R$ 2,761 milhões para percorrer 196,8 mil quilômetros e transportar 245 estudantes por dia. Isso equivale a pouco mais de R$ 14,02 por quilômetro rodado. 

Um levantamento feito pelo Correio do Estado em outras prefeituas de diferentes regiões do Estado revela que estas prefeituras, após terem feito licitação, estão pagando entre R$ 8 e R$ 12 por quilômetro rodado. O valor varia de acordo com o tamanho do veículo contratado.

 

MATO GROSSO DO SUL

Riedel quer privatizar mais 220 km de rodovias ainda em 2026

Projeto contempla trechos das rodovias MS-377 e MS-240, entre Água Clara, Inocência e Paranaíba, considerados estratégicos para o avanço do Vale da Celulose

16/06/2026 12h34

Governador Eduardo Riedel afirmou que projeto de concessão das rodovias MS-377 e MS-240 deve ser levado à B3 até o fim deste ano.

Governador Eduardo Riedel afirmou que projeto de concessão das rodovias MS-377 e MS-240 deve ser levado à B3 até o fim deste ano. Reprodução

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Durante agenda realizada nesta terça-feira (16), no Bioparque Pantanal, o governador Eduardo Riedel anunciou que o governo estadual pretende avançar ainda neste ano com a concessão de mais 220 quilômetros de rodovias estaduais à iniciativa privada. O projeto envolve os trechos da MS-377 e da MS-240, que ligam os municípios de Água Clara, Inocência e Paranaíba, na região leste de Mato Grosso do Sul.

Segundo Riedel, a meta da equipe técnica é concluir a modelagem e levar o projeto à Bolsa de Valores de São Paulo (B3) até o fim de 2026, dando sequência à política de concessões adotada pelo Estado nos últimos anos.

“Temos o desafio de colocar na B3, até o final do ano, esse projeto da rodovia que sai de Água Clara, liga Inocência e vai até Paranaíba. São duas rodovias estaduais, a MS-377 e a MS-240, o total delas são 220 quilômetros”, afirmou o governador.

A proposta abrange aproximadamente 130 quilômetros da MS-377, entre Água Clara e Inocência, e outros 90 quilômetros da MS-240, no trecho entre Inocência e Paranaíba. As duas rodovias integram a principal rota logística da região conhecida como Vale da Celulose, onde estão concentrados alguns dos maiores investimentos industriais do Estado.

De acordo com Riedel, a concessão é considerada estratégica por complementar o pacote de rodovias já concedido ao consórcio Caminhos da Celulose, responsável pela administração de trechos das BRs-262, 267 e 040. O novo projeto também deve fortalecer a logística de escoamento da futura fábrica da Arauco, em construção em Inocência.

“A concessão dessa rodovia é muito estratégica para o desenvolvimento de toda essa região, extremamente relevante para complementar a concessão que foi feita no Vale da Celulose”, declarou.

Além da concessão, o governo estadual também executa obras de infraestrutura na região. Entre elas está a pavimentação da MS-320, que conecta Três Lagoas à MS-377, nas proximidades do empreendimento da empresa chilena.

Expansão das concessões

O plano de conceder à iniciativa privada os trechos das rodovias MS-377 e MS-240 não é novo. A intenção foi anunciada pelo governo estadual em fevereiro deste ano, logo após a assinatura do contrato de concessão de 870 quilômetros de rodovias ao consórcio Caminhos da Celulose. Desde então, a administração estadual vem desenvolvendo estudos técnicos e modelagens para viabilizar o leilão dos novos trechos.

As duas rodovias estão localizadas em uma das regiões que mais recebem investimentos privados em Mato Grosso do Sul. A MS-377 liga Água Clara a Inocência e passa em frente à fábrica de celulose que a Arauco constrói no município, empreendimento estimado em mais de R$ 25 bilhões. Já a MS-240 conecta Inocência a Paranaíba e integra uma importante rota de transporte para o setor florestal e industrial da região.

Embora a produção da futura fábrica da Arauco deva ser escoada por ferrovia, a MS-377 já exerce papel estratégico para o complexo da celulose. A rodovia é utilizada para o transporte de equipamentos, insumos e trabalhadores e também serve de ligação com outras vias estaduais que conectam os municípios do Vale da Celulose.

A MS-240, por sua vez, já é utilizada no transporte da produção da Suzano, em Ribas do Rio Pardo. Diariamente, dezenas de caminhões carregados de celulose percorrem a região em direção aos terminais ferroviários instalados próximos a Inocência, consolidando o corredor logístico que atende a cadeia produtiva do setor.

Além da relevância econômica, os trechos também vêm recebendo investimentos públicos. Parte da MS-377 passou recentemente por obras de recapeamento executadas pelo governo estadual para melhorar as condições de tráfego em uma área que registra aumento constante no fluxo de veículos pesados.

Com a inclusão das duas rodovias no programa estadual de concessões, praticamente toda a malha estratégica do chamado Vale da Celulose passará a contar com administração privada.

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