Domingo, 04 de Dezembro de 2016

Acusada de matar o marido

Júri de Elize entra no 5º dia com mais depoimentos de testemunhas de defesa

2 DEZ 2016Por G107h:52

O julgamento de Elize Matsunaga, acusada de matar e esquartejar o marido Marcos Kitano Matsunaga em maio de 2012, entra nesta sexta-feira (2) em seu quinto dia com mais depoimentos de testemunhas de defesa. Desde segunda (28), 13 pessoas foram ouvidas no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

A previsão é que prestem depoimento Sami Jundi, médico-legista indicado pela defesa para ser assistente técnico; os advogados José Américo Machado e Tania Aparecida Esteves, além dos peritos da Polícia Técnico-Científica Roberto Unter Pentinger e Ariane Lins.

Após isso, Elize vai ser interrogada. Ela tem o direito de não responder às perguntas, se preferir. A previsão é que o júri dure até domingo (4).

Desde o início do julgamento, na segunda-feira (28), defesa e acusação ouviram de três a quatro testemunhas por dia. Treze já foram ouvidas: duas babás, um detetive, um delegado, o irmão e uma prima da vítima, um funcionário da empresa Yoki, um investigador, três peritos criminais, uma tia da acusada e uma empregada do casal.

Elize é ré confessa do crime. O julgamento vai definir o tempo de pena que ela deverá cumprir. Ela responde por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, crueldade e sem chances de defesa, o que pode agravar a pena. Ela também responde por destruição e ocultação de cadáver.

Crime
Elize e Marcos eram casados na época do assassinato, em 19 de maio de 2012. Ela tinha 30 anos e ele, 42. O crime teria ocorrido durante uma discussão do casal.

Ela contou que flagrou a traição de Marcos com uma prostituta após contratar um detetive particular. Elize também havia sido garota de programa quando conheceu o empresário.

O casal tem uma filha, atualmente com 5 anos, que está sob cuidados de familiares do pai.

Após atirar na cabeça do marido, Elize contou que esquartejou o corpo dele, o ensacou e jogou as sete partes em terrenos de Cotia, na Grande São Paulo.

A família de Marcos denunciou o desaparecimento dele no dia 21 daquele mês. Duas semanas depois, Elize foi presa e confessou ter matado o marido.

Em São Paulo, a filha de Elize está sob a guarda provisória dos avós paternos por decisão da Justiça.

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