Domingo, 04 de Dezembro de 2016

Política

Geddel estava 'defendendo a Bahia', diz Jucá sobre acusações

26 NOV 2016Por FOLHAPRESS16h:26

O presidente nacional do PMDB, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse, neste sábado (26), que o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) não usou o cargo para atuar em benefício pessoal.

Para Jucá, Geddel estava "defendendo a Bahia, defendendo Salvador" quando conversou com Marcelo Calero, então ministro da Cultura, para que aprovasse a construção de um empreendimento imobiliário de 30 andares em área com bens tombados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em Salvador.

Geddel possui um apartamento no empreendimento e seus familiares representam o prédio em ação contra o Iphan.

Geddel pediu demissão na última sexta-feira (25) para evitar que o caso afetasse ainda mais o presidente Michel Temer (PMDB), a quem Calero também acusa de tê-lo pressionado no caso.

Jucá afirma que Temer apenas tentou "cobrar uma posição e solicitar uma decisão" ao sugerir a Calero buscasse uma solução com a AGU (Advocacia-Geral da União).

"Não houve corrupção do presidente ou da estrutura de governo para definir uma solução. Houve, sim, pressão do ministro Geddel para que fosse a Advocacia-Geral da União a arbitrar [sobre] uma diferença de posicionamento entre técnicos do Iphan da Bahia e técnicos do Iphan nacional", afirmou Jucá.

O senador esteve em Porto Alegre para participar do 1º Ciclo de Debates com Prefeitos, promovido pelo núcleo gaúcho da Fundação Ulysses Guimarães. Na ocasião, Jucá anunciou que o PMDB quer mudar de nome e retomar o 'MDB', usado no período da ditadura militar.

O senador disse ainda que a questão não envolve mais o governo uma vez que Geddel pediu demissão. "Quem não pode pagar o pato é o governo que não tem nada a ver com essa briga pessoal", defendeu.

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