Cidades

RISCO REAL

Extinção de abelhas afetará produção
de alimentos no planeta, alerta ONU

Polinizadores são vitais para cultura de vegetais, café e chocolate

BAND

28/02/2016 - 13h54
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Um relatório divulgado pela ONU fez um grave alerta sobre a produção mundial de alimentos. De acordo com as Nações Unidas, a extinção em massa de abelhas, borboletas e outros animais que polinizam plantas pode afetar diretamente a alimentação dos seres humanos.

As cerca de 20 mil espécies de polinizadores são peças-chave em diversas culturas, que valhem milhões de dólares, todos os anos, de frutas a vegetais até café e chocolate. 

Cerca de duas em cada cinco espécies de polinizadores de invertebrados, como abelhas e borboletas, estão no caminho para a extinção, disse o relatório. Polinizadores com vertebrados, como beija-flores, morcegos, estão apenas ligeiramente melhor, com um em cada seis espécies ameaçadas de extinção.

"Estamos em um período de declínio da população e as consequências vão aumentar", disse o principal autor do relatório, Simon Potts, diretor do Centro de Investigação Agro-ambiental da Universidade de Reading, na Inglaterra.

O problema é que o relatório não pode apontar para um único vilão. Entre os culpados para extinção estão a forma como a agricultura mudou, não deixando uma diversidade suficiente e flores silvestres para os polinizadores usarem como alimento; o uso de pesticidas; perda de habitat para as cidades; doenças, parasitas e organismos patogênicos; e o aquecimento global.

O relatório é o resultado de mais de dois anos de trabalho de cientistas em todo o mundo, que se reuniram sob várias agências da ONU diferentes para chegar a uma avaliação da biodiversidade da Terra, começando com os polinizadores. É um esforço semelhante ao que as Nações Unidas têm feito com o aquecimento global, reunindo um relatório enciclopédico para contar os líderes mundiais que está acontecendo e dar-lhes opções para o que pode ser feito.

O relatório, elaborado a partir de muitos estudos científicos, foi aprovado por um congresso de 124 nações reunidos em Kuala Lumpur nesta sexta-feira . "A variedade e multiplicidade de ameaças aos polinizadores e polinização geram riscos para as pessoas e meios de vida", afirma o relatório. "Estes riscos são em grande parte impulsionado por mudanças na cobertura da terra e sistemas de manejo agrícola , incluindo o uso de pesticidas", segue o texto.

Cidades

Anvisa aprova resolução que permite cultivo da cannabis medicinal

Apesar das mudanças, o uso recreativo e o plantio para outras finalidades continua proibido

28/01/2026 19h00

Arquivo

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A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma resolução que permite o cultivo e a comercialização de medicamentos à base de cannabis por empresas, universidades e associações de pacientes.

Essa resolução estabelece requisitos para a comercialização, prescrição, a dispensação, o monitoramento e a fiscalização de produtos de cannabis, e permitirá avanços na pesquisa e na produção de medicamentos com esse princípio ativo.

Apesar das mudanças, o uso recreativo e o plantio para outras finalidades continua proibido.

 

Cidades

Prefeitura de Ponta Porã descumpre edital de licitação e impede concorrência no setor funerário

A prefeitura tem 10 dias para apresentar justificativa técnica e jurídica do monopólio na prestação dos serviços

28/01/2026 16h46

Prefeitura Municipal de Ponta Porã

Prefeitura Municipal de Ponta Porã Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deu prazo de 10 dias para que a Prefeitura de Ponta Porã justifique técnica e juridicamente o monopólio na prestação de serviços funerários na cidade.

A investigação aponta que a administração municipal tem impedido a atuação de novas empresas, alegando exclusividade da atual concessionária, uma prática que contraria o próprio edital de licitação e a lei municipal, que preveem a livre concorrência.

A apuração, conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça, teve início após uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF), relatando que a Prefeitura nega sistematicamente alvarás para novas funerárias.

Segundo os autos, o município tem barrado até mesmo empresas que atuam apenas com planos de assistência funerária, atividade que, pela legislação federal, nem exigiria concessão de serviço público. 

O escritório de advocacia do atual prefeito, Eduardo Campos (PSDB), advoga para a empresa que fornece os servicos funerários em Ponta Porã (leia abaixo)

Documentos anexados ao inquérito revelam uma contradição na postura do Executivo. O edital da Concorrência Pública nº 003/2015, assinado pela então presidente da Comissão de Licitação, Neyde Aparecida Ciliax Tavares, estabelece em seu item 6.6 que a concessão poderia ser outorgada "a quantas empresas funerárias forem interessadas".

Da mesma forma, o artigo 32 da Lei Municipal nº 4.000/2013, sancionada pelo ex-prefeito Ludimar Godoy Novais, autoriza expressamente a pluralidade de prestadores.

A denúncia destaca que Ponta Porã, com cerca de 97 mil habitantes, é a quinta maior cidade do estado e possui demanda suficiente para mais de uma empresa. O monopólio "de fato", segundo a denúncia, prejudica a população ao deixá-la refém de preços e condições impostos por um único fornecedor.

Em despacho recente, o Promotor de Justiça William Marra Silva Júnior criticou a resposta inicial da Prefeitura, que se limitou a afirmar a existência da exclusividade sem apresentar qualquer base legal.

O MPMS agora exige que o prefeito Eduardo Campos apresente estudos que comprovem a "inviabilidade técnica ou econômica" para a entrada de concorrentes, conforme exige a Lei Federal de Concessões. Caso não haja justificativa plausível, a Promotoria poderá adotar medidas judiciais por improbidade administrativa.

Advogados 

O escritório de advocacia do prefeito Eduardo Campos defendeu a funerária da família Uemura, empresa alvo de processos e investigada tanto pela Polícia Federal quanto pelo Ministério Público em Ponta Porã.

A Uemura, representada por Eduardo Uemura, 42 anos, sofreu uma ação civil pública em razão de operar cemitério sem licenciamento ambiental em Ponta Porã. A secretaria de Meio Ambiente local informou que nem o órgão municipal ou estadual licenciaram a funerária. 

Na ação, o MPE pediu que a empresa ressarcisse os danos ambientais causados pela funerária. A empresa teria sido até proibida de fazer enterros no local, mas teria desobedecido a ordem. Foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta entre as partes, em 2019.

Até meados de 2024, quando Campos já havia assumido a prefeitura, o escritório ainda defendia os interesses da empresa no processo.

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