Sábado, 18 de Novembro de 2017

MUNDO

Ex-chefe de campanha de Trump se entrega ao FBI, acusado de conspirar contra EUA

30 OUT 2017Por O Globo12h:16

O ex-chefe de campanha do presidente americano Donald Trump Paul Manafort foi indiciado pela Justiça americana nesta segunda-feira (30) com um de seus antigos sócios empresariais, Rick Gates, informou o jornal "The New York Times".

A medida é resultado da investigação liderada pelo procurador especial Robert Mueller, que apura suposta interferência da Rússia nas eleições americanas de 2016. São 12 acusações contra os dois, entre elas pelos crimes de conspiração contra os Estados Unidos, tentativa de lavagem de dinheiro e falso testemunho.

Manafort se entregou ao Escritório Federal de Investigações (FBI) esta manhã, segundo imagens divulgadas pela CNN.

Manafort também foi indiciado por declarações falsas sobre seu papel como agente estrangeiro e por não apresentar as devidas declarações sobre contas bancárias no exterior e registros financeiros.

Gates é parceiro de Manafort há muitos anos. Seu nome aparece em documentos ligados a empresas que o ex-chefe de campanha estabeleceu no Chipre para receber pagamentos de políticos e empresários no Leste europeu, segundo registros obtidos pelo jornal americano.

Em julho, agentes do FBI fizeram operações de busca na casa do ex-gerente de campanha de Trump, Paul Manafort, cujos acordos imobiliários e financeiros e histórico de prestação de serviço a um partido pró-Rússia na Ucrânia estão sob investigação.

No Twitter, Trump defendeu seu ex-chefe de campanha dizendo que Manafort está sendo acusado por declarações anteriores a seu cargo durante a corrida presidencial:

"Desculpe, mas isso foi há anos, antes que Paul Manafort fizesse parte da minha campanha. Por que a Hillary e os Democratas não são o foco?", escreveu o presidente. "Não há conluio (com a Rússia)!"

No domingo, Trump lançou uma série de mensagens irritadas no Twitter diante do indício de que as primeiras ordens de prisão seriam reveladas nesta segunda-feira. O presidente declarou que há uma "caça às bruxas" em curso, denunciando um "conluio telefônico que não existe" e apontando dedo para democratas, sobretudo sua oponente nas eleições, Hillary Clinton.

"Nunca vi tanta raiva e unidade como vi a respeito da falta de investigação sobre o Dossier Falso de Clinton (agora US$ 12.000.000?) do acordo de Urânio para Rússia, os mais de 33 mil e-mails apagados, a questão de Comey e muito mais. Ao invés disso, investigam as ligações 'conluio telefônico Trump/Rússia, que não existe. Os Democratas estão usando esta terrível (e péssima para nosso país) Caça às Bruxas para política maléfica, mas o Republicanos agora estão combatendo como nunca antes. Há muita culpa pelos Democratas/Clinton, e agora os fatos estão aparecendo", escreveu Trump em quatro tuítes na rede social. "Façam algo!", exclamou ele.

Para Trump, a intenção de falar sobre o inquérito da Rússia é desviar atenção do esforço republicano para aprovar a reforma tributária no Congresso: "É uma coincidência? Não!, escreveu Trump.

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