Cidades

Santos

Drone pode ter se chocado com avião de Campos

Drone pode ter se chocado com avião de Campos

Redação

15/08/2014 - 07h00
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A hipótese de que o avião de Eduardo Campos tenha colidido com um drone antes de cair em Santos, no litoral de São Paulo, não está totalmente descartada. De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o piloto da aeronave do candidato do PSB recebeu um alerta para uma área de veículos não tripulados (drones ou Vant) próximo à base aérea.

Além de Campos, outras seis pessoas morreram no acidente na região do Boqueirão, na quarta-feira. As autoridades esperam identificar os corpos das vítimas nos próximos dias.

De acordo com o jornal, o local de voos dos drones está aproximadamente 19,5 km de distância da pista do aeroporto. A área de voo dos drones começou no último dia 11 e se estenderá até 31 de agosto.

Ainda segundo especialistas ouvidos pelo jornal, os drones deveriam voar em área restrita, mas a hipótese de que um deles tenha se desviado não está descartada.

No momento do acidente, chovia em Santos e a visibilidade estava reduzida. Inicialmente, cogitou-se a possibilidade de que o avião tenha se chocado contra um helicóptero, mas a hipótese foi descartada pelas autoridades devido ao fato de nenhuma peça de helicóptero ter sido encontrada no local da queda.

Autoridades vasculham uma área de 130 metros na região do acidente em buscas de peças que possam explicar como a aeronave caiu.

Áudios obtidos pelo Brasil Urgente, da Band, revelaram que o piloto do avião estava tranquilo no momento em que decidiu arremeter. Ele não comunicou nenhum problema técnico na aeronave.

Com a morte de Eduardo Campos, a vice na chapa, Marina Silva pode assumir a candidatura. O próprio irmão de Campos defendeu lançar a ex-ministra no lugar do ex-governador de Pernambuco.

NOVAS DATAS

Governo anuncia novas datas da interdição na ponte do Rio Paraguai

Em razão da alta movimentação gerada pela celebração do Dia dos Pais, a paralisação total começa a partir do sábado, dia 15 de agosto

06/08/2026 07h30

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos Divulgação: Governo do Estado

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Devido a movimentação gerada pela data comemorativa do Dia dos Pais, que ocorre no próximo domingo (9), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) adiou em uma semana a agenda de interdições de tráfego na ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá .

A interdição total estava prevista para começar neste sábado (8), às 17h, porém a paralisação do fluxo na ponte agora será iniciado no dia 15. Com as mudanças, a nova agenda de interdição para obras fica assim:

- 15 de agosto (a partir das 17h) e 16 de agosto (até às 12h);

- 22 de agosto (a partir das 17h) e 23 de agosto (até às 12h);

- 29 de agosto (a partir das 17h) e 30 de agosto (até às 12h).

As obras de recuperação e com o tráfego em meia pista ocorrem desde o dia 12 de junho na ponte sobre o Rio Paraguai. A interrupção desta vez durará 19 horas nos próximos três finais de semana.

A rodovia BR-262 é o único acesso asfaltado das cidades Corumbá e Ladário, que juntas somam em torno de 122 mil habitantes.

De acordo com a Agesul, a “suspensão do tráfego é indispensável para garantir a segurança dos usuários e a execução adequada dos serviços da ponte, que é estratégica para Corumbá e para o Pantanal”.

Ainda de acordo com a Agesul, faixas informativas e painéis de LED foram instaladas em locais de grande circulação e acesso, como a entrada de Miranda, o acesso ao Lampião Aceso, o Anel de Corumbá, nas proximidades da antiga praça de pedágio e a entrada de Porto Esperança, com o objetivo de alertar os usuários com antecedência, organizar o fluxo de veículos e garantir mais segurança durante a execução dos trabalhos.

A reforma da ponte de 1,2 quilômetro foi contratada por R$ 11,7 milhões e, apesar de se tratar de rodovia federal, a obra está sendo bancada pelo Governo do Estado, que é responsável pela manutenção da estrutura desde conclusão, em meados de 2001.

Logo após a liberação para o tráfego foi instituída a cobrança de pedágio. O dinheiro, conforme alegação na época, seria utilizado para pagar o financiamento da obra e para bancar a manutenção da estrutura.

A cobrança se estendeu até setembro de 2022. Porém, a ponte foi devolvida ao Governo do Estado sem condições de tráfego. Depois do fim da cobrança, a Agesul já investiu em torno de R$ 10 milhões em reparos emergenciais, na elaboração do projeto para a reforma ampla que está em andamento e para o pagamento de empresas que fizeram o controle do tráfego.

Depois do fim da cobrança de pedágio, a ponte ficou durante quase dois anos parcialmente interditada e durante este período era necessário organizar o pare-siga nas duas extremidades. 

As obras em andamento vão custar o dobro do previsto pelo ex-secretário de obras, Hélio Peluffo. Em junho de 2023 ele previu gastos da ordem de R$ 6 milhões para recuperar a estrutura. 

Em março de 2023, por conta das péssimas condições da única ponte sobre o Rio Paraguai que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado, o tráfego passou a ser em meia pista. A interdição se estendeu durante mais de um ano, até que reparos emergenciais fossem feitos na pista de rolamento. 

Porém, o problema principal é que os "amortecedores" instalados entre as pilastras e a parte superior da ponte (a pista) estão desgastados porque não receberam a devida manutenção.

Ao longo de 2022,  com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga, a cobrança rendeu R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses daquele ano.

Relações exteriores

Itamaraty rebaixa relação diplomática com Argentina após novas ofensas de Milei a Lula

A decisão foi comunicada ao embaixador da Argentina no Brasil

05/08/2026 21h00

Javier Milei, presidente da Argentina

Javier Milei, presidente da Argentina Foto: Divulgação

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O Itamaraty rebaixou nesta a relação diplomática com a Argentina para nível de encarregado de negócios. Segundo fontes do Itamaraty, Julio Bitelli, embaixador brasileiro em Buenos Aires, não voltará ao país vizinho.

A medida deve durar enquanto o presidente Javier Milei mantiver as ofensas contra seu homólogo, Luiz Inácio Lula da Silva. A embaixada continuará funcionando gerida por um encarregado de negócios, sem a presença do chefe do posto.

A decisão foi comunicada ao embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, por meio de uma nota de protesto.

O anúncio ocorre após uma nova sequência de ataques de Milei ao presidente Lula, em entrevista ao canal LN+. Como mostrou o Estadão/Broadcast, as ofensas deveriam complicar o cenário de normalização diplomática e retardar o retorno de Bitelli à capital argentina. Gestos de distensão eram uma condição para a volta do diplomata.

No domingo, 2, Milei reiterou na entrevista o teor das declarações que havia feito no Brasil, ao participar da convenção que lançou a candidatura oposicionista do senador e aliado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente da República. O presidente argentino afirmou que agiu de forma correta ao chamar o petista de "presidiário", "ladrão" e "corrupto".
 

Até sexta-feira, 31, a ordem no Itamaraty era aguardar sinais de eventual normalização e monitorar a situação política na capital argentina à distância, por meio de contatos diversos do corpo diplomático.

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