Segunda, 26 de Junho de 2017

Saúde

Dos 339 casos confirmados de febre amarela em Minas, 84% envolvem homens

18 MAR 2017Por FOLHAPRESS09h:51

Minas Gerais contabiliza 1.094 notificações de febre amarela no estado. Destas, 118 foram descartadas e 339 são casos confirmados. É o que aponta o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgado nesta sexta-feira (17). Segundo o levantamento, entre as vítimas que apresentaram exame positivo para a doença, 84% são do sexo masculino. As informações são da Agência Brasil.

Os casos confirmados são aqueles em que o paciente apresenta exame positivo para febre amarela, exame negativo para dengue, falta ou desconhecimento sobre vacinação e sintomas compatíveis com a doença. O boletim da SES-MG mostra também que a febre amarela provocou a morte de 117 pessoas em Minas Gerais. Mais 75 óbitos ainda estão sendo analisados.

O atual surto é considerado o maior no Brasil desde 1980, quando o Ministério da Saúde passou a disponibilizar dados da série histórica. A situação mais grave até então havia ocorrido em 2000, quando morreram 40 pessoas.

Até o momento, 53 cidades mineiras tiveram ao menos uma confirmação de transmissão da doença. Quatro delas tiveram mais de 20 confirmações: Ladainha, Caratinga, Novo Cruzeiro e Poté. Mais 40 municípios analisam casos suspeitos.

A febre amarela atinge humanos e macacos e é causada por um vírus da família Flaviviridae. No meio rural e silvestre, ele é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do vírus zika e da febre chikungunya. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. Até o momento, nenhum dos casos em Minas Gerais são considerados urbanos pelos órgãos públicos.

A principal medida de combate à doença é a vacinação da população. O imunizante é ofertado gratuitamente nos postos de saúde por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após dez anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda a administração de uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos.

Leia Também