Cidades

MISTÉRIO

Dona acha cão perdido depois de 6 anos após ver foto na web: 'Milagre'

Dona acha cão perdido depois de 6 anos após ver foto na web: 'Milagre'

G1

21/10/2016 - 17h00
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Por seis anos Marcela Godoy, estilista de 35 anos, teve que viver sem o seu cãozinho de estimação, o Woody. A moradora de Avaré (SP) acredita que ele tenha sido furtado em 2010, quando sumiu de sua casa. Contudo, anos após 'perder' seu animal de estimação, ela conseguiu reencontrá-lo depois de reconhecê-lo em uma foto publicada na página S.O.S Animais Perdidos de Avaré, no Facebook. Desde quarta-feira (19) o cão voltou a viver com ela na mesma casa onde morava seis anos atrás.

“Para mim foi um milagre. É muito tempo de diferença, o que é difícil de acontecer. Mesmo sabendo que era difícil eu tinha esperança. na terça-feira (18) entrei na página para postar fotos de um cão perdido achado por uma amiga. Por acaso vi a foto, o reconheci e comecei a chorar. Liguei para a pessoa que estava com o cão que confirmou uma marca de nascença nele, que é uma mancha branca abaixo do rabo. Assim que confirmei fui no dia seguinte buscá-lo. Quando o vi fiquei extremamente feliz e um pouco assustada, porque ele estava muito diferente de antes. Já ele, coitado, por estar surdo e não enxergar bem demorou para me reconhecer”, diz.

A foto do animal, que até então estava vivendo em uma Organização Não Governamental (ONG) da cidade, foi publicada pela funcionária pública Ateneia Ferreira, administradora e criadora da página dedicada à animais perdidos há mais de um ano. “Coloquei a foto dele e três dias depois a dona apareceu. Eu fiquei tão feliz e emocionada em ver que o meu trabalho pôde ajudar uma pessoa a encontrar seu bichinho. Muito feliz por ter contribuído com um gesto simples”, conta ela.

Woody, que é da raça Spitz alemão tem 10 anos. Além dos problemas normais da idade, ele está debilitado porque viveu anos na rua ou com outras pessoas, afirma Marcela. “Antes ele era feliz e extrovertido. Já hoje em dia é assustado e medroso. Acho que ele passou fome e apanhou nesses anos longe de casa. Ele também está surdo e tem a visão ruim. A partir de agora vamos dar vitaminas, levar no veterinário, cuidar bastante dele. Já até tosamos para o pelo dele nasça mais forte.”

Anos distantes
Segundo Marcela, o caso do desaparecimento do cão é cheio de mistérios. Ninguém sabe se o cão se perdeu ou foi, de fato, furtado. Além disso, ninguém sabe também se ele ficou mais de quatro anos na rua ou convivendo com uma família. O que se sabe é que ele foi resgatado em 2015 das ruas pela ONG Amor de Quatro Patas.

Woody se juntou com os mais de 200 animais que vivem no abrigo, de acordo com a dona. “Eles cuidaram muito bem dele lá. Acho que ele sofreu maus-tratos antes de ser resgatado pelo abrigo. Mesmo com dificuldades por tantos animais e falta de verba eles fazem o melhor que podem”, ressalta a dona de Woody.

Programa social

Quase 70 mil beneficiários de MS têm ganho de renda e deixam o Bolsa Família

Número equivale ao total de famílias que deixaram o programa nos últimos três anos; só em maio, 2,4 mil deixaram de receber a assistência

01/06/2026 15h29

Milhares de famílias deixaram o programa em MS

Milhares de famílias deixaram o programa em MS Arquivo

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Mais de 2,4 mil famílias deixaram o programa Bolsa Família no mês de maio, informou o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde março de 2023, o total de famílias que deixaram de precisar do benefício chegou a 69,5 mil.

Atualmente, um total de 184,8 mil pessoas participa do programa social. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas pode passar de R$ 1 mil conforme o total de condicionalidades aplicadas ao programa, como o número de bebês na família e de crianças na escola.

As 69,5 mil famílias que deixaram o Bolsa Família desde 2023, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o fizeram porque “saíram da pobreza por terem conseguido um emprego com carteira assinada ou por empreenderem. Esses lares tiveram renda acima do limite da Regra de Proteção ou já cumpriram o prazo previsto para permanência nessa modalidade”.

Apenas em Campo Grande, 623 famílias deixaram de receber o benefício no mês passado. A cidade é seguida por Dourados (163), Ponta Porã (90), Três Lagoas (89) e Corumbá (84).

Naviraí (72), Sidrolândia (66), Aquidauana (58), Aparecida do Taboado (57) e Amambaí (55) completam a lista dos dez municípios com mais famílias que superaram a pobreza em Mato Grosso do Sul e deixaram o Bolsa Família.

Brasil

Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Os maiores números foram registrados em São Paulo (745,6 mil), Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).

Capitais brasileiras

São Paulo é a cidade com o maior número de famílias deixando o programa por aumento da renda em maio de 2026, com 7.312 desligamentos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (4.387), Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).

Entenda as regras de proteção

Criada no novo desenho do Bolsa Família, a Regra de Proteção garante uma transição segura para famílias que aumentam a renda. Mesmo após superar o limite de R$ 218 por pessoa da família, elas podem continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda familiar per capita permaneça abaixo de R$ 706.

“O novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

Dados do Caged cruzados com o Cadastro Único mostram que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por inscritos no CadÚnico.

“Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, afirmou Wellington Dias.

Estudo da FGV Social aponta ainda que a renda do trabalho das pessoas mais pobres cresceu 10,7% em 2025, acima da média nacional, impulsionada pela geração de empregos formais e pela Regra de Proteção do programa.
 

PAC | CIDADES HISTÓRICAS

MS tira mais uma reforma de prédio histórico do papel com recurso federal

Fechada há mais de duas décadas, construção atribuída ao italiano Fernando Mármore, ainda no início do século XX, contribui para a identidade visual e patrimonial da área central de Corumbá

01/06/2026 13h00

Recuperação e devidas adequações nas instalações servirão para que o espaço abrigue novas dependências públicas.

Recuperação e devidas adequações nas instalações servirão para que o espaço abrigue novas dependências públicas. Reprodução/PMC

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Através da edição do Diário Oficial Eletrônico de Mato Grosso do Sul (DOE-MS) desta segunda-feira (1° de junho), o Estado pretende tirar mais uma reforma de prédio histórico do papel com recursos federais, quase quatro milhões para o prédio do antigo Hotel Internacional, que fica na rua Frei Mariano, no Coração do Pantanal. 

Há aproximadamente duas semanas era anunciado o empenho de mais de R$5 milhões para restauração do prédio da antiga prefeitura de Corumbá, Cidade Branca, que ganha o próximo passo de outro prédio histórico prestes a ser restaurado. 

Pelo menos desde 2013 foi prometida a restauração desse antigo Hotel Internacional, da antiga Prefeitura e da Casa do Artesão no município corumbaense, tudo através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, como confirmado pelo próprio Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O projeto de restauração do antigo Hotel Internacional havia sido aprovado pelo próprio Iphan em dezembro do ano passado, sendo liberados exatos R$3.834.292,75 para contratar empresa especializada para elaboração de projeto executivo e execução de obras de restauração do espaço. 

Pelo menor preço global, o prazo para encaminhamento das propostas abre na próxima segunda-feira (08) e encerra às 08h29min (pelo horário do Mato Grosso do Sul) do dia 22 de junho, com a sessão pública marcada para para começar às 08h30 desse mesmo dia, conduzida pela Secretaria Executiva de Licitações e Contratações, sob a gestão da Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico (Fuphan).

Cabe esclarecer que este modelo de certame também se dará através da chamada "licitação com inversão de fases", onde basicamente acontece primeiro a etapa de julgamento das propostas para somente depois ocorrer a verificação dos documentos para habilitação da empresa.

Estabelecido através da nova lei de licitações que data de 2021, na prática é feita primeiro a publicação de edital, apresentação das propostas e disputa de lances e o julgamento, sendo somente a empresa com melhor oferta a que passará pela verificação das documentações. Em resumo, essa atualização da legislação de 93 proporciona maior agilidade e economia de tempo.

Monumento histórico

Mantendo características históricas e arquitetônicas, o prédio em questão é considerado um símbolo dentro do conjunto urbano corumbaense, com as recuperações e devidas adequações nas instalações servindo para que o espaço abrigue novas dependências públicas. 

Localizado na região central de Corumbá, esse Antigo Hotel Internacional está situado no número 38 da Rua Frei Mariano, o espaço carrega consigo a relevância histórica, urbana e estética. 

Fechada há mais de duas décadas, a construção atribuída ao italiano Fernando Mármore, ainda no início do século XX, contribui para a identidade visual e patrimonial da área central de Corumbá, próxima ao Antigo Hotel Galileo, atual sede da Fuphan. 

Entre as características arquitetônicas no centro histórico da cidade, destacam-se as semelhanças entre os elementos decorativos das fachadas; proporções volumétricas e características arquitetônicas dos edifícios. 

Originalmente servindo como hospedaria, o prédio já abrigou diversas atividades comerciais com o passar dos anos, como, por exemplo, o icônico estabelecimento administrado por José Peinado batizado de Salão Elegante, que funcionou como alfaiataria e barbearia no coração do Pantanal. 

 

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