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OPERAÇÃO-LAVA JATO

Delator confirma R$ 12 milhões em propina e diz ser 'a regra do jogo'

Delator confirma R$ 12 milhões em propina e diz ser 'a regra do jogo'

Folhapress

04/02/2015 - 02h00
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Em depoimento ao juiz federal Sergio Moro, o empresário Júlio Camargo, que assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, disse que o pagamento de propinas era "a regra do jogo" e afirmou ter pago R$ 12 milhões ao ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato Duque e ao gerente da área Pedro Barusco.

Questionado pelo Ministério Público sobre três empresas de sua propriedade, usadas para prestar consultoria a companhias que mantinham contratos com a Petrobras, Camargo disse que as companhias "não foram feitas para essa atividade [pagamento de propina]".

"Eu diria que ao longo do tempo, pela necessidade que era a regra do jogo, elas foram obrigadas a serem utilizadas", afirmou. Instado a desenvolver o raciocínio, ele completou: "Havia uma regra do jogo, se o senhor não pagasse propina à área de Engenharia e de Abastecimento, o senhor não teria sucesso ou o sr. não obteria os seus contratos na Petrobras".

Camargo admitiu ter atuado na intermediação de contratos em duas grandes obras da Petrobras, o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), em Itaboraí (RJ), e a Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas), na cidade de Araucária (PR). No primeiro caso, ele representava a Toyo Setal, empresa para a qual prestou consultoria e em que ocupou cargo executivo.

Já na obra da Repar, Júlio Camargo representava o consórcio CCPR, integrado pela Camargo Corrêa e pela Promon Engenharia. Os dois contratos do consórcio com a Petrobras, ambos assinados em 7 de julho de 2008, somam R$ 2,7 bilhões, de acordo com documentos da estatal.

Camargo afirma ter pago R$ 12 milhões em propinas, ou cerca de 0,4% do total dos contratos, a Renato Duque e Pedro Barusco. "Tinha como regra 1%, mas isso aí era muito flexível e muitas vezes isso aí era negociado. No meu caso sempre negociei para menor, nunca para maior", disse o delator. A negociação, ainda de acordo com Camargo, foi feita diretamente com Barusco.

Duque foi preso em novembro, mas conseguiu um habeas corpus no início de dezembro e está solto. Barusco fechou um acordo de delação premiada e concordou em devolver R$ 252 milhões obtidos em propinas.

VONTADE DE SUCESSO

Júlio Camargo também foi questionado pelo advogado de defesa dos executivos Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, respectivamente diretor-presidente e presidente do conselho de administração da Camargo Corrêa. Eles estão presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde novembro do ano passado e tiveram pedidos de habeas corpus negados.

"Pagava-se [propina] por medo?", perguntou ao delator o advogado dos executivos. "O senhor me fez uma pergunta difícil de responder. Não é medo. Pagava-se pela vontade de obter sucesso", disse Camargo.

Ele também voltou a falar sobre a "regra do jogo", de que o pagamento de propinas era institucionalizado na Petrobras. "Chegou um determinado momento que essa conversa não era mais necessária. Era a regra do jogo. Então era simplesmente uma confirmação daquilo que existia."

três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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