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Comandante da polícia sugere que população chame o ''Batman''

Ao G1, o coronel disse que não se tratava de uma declaração, apenas um comentário

G1

07/06/2015 - 21h00
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Um oficial da Brigada Militar se envolveu em uma polêmica na noite de sábado (6) ao fazer um comentário em um grupo de Whatsapp que reúne jornalistas e policiais. Dois repórteres relataram que havia somente uma viatura fazendo o policiamento em um evento noturno que ocorria no Parque da Redenção, em Porto Alegre, por volta da meia-noite, com a presença de milhares de pessoas. Em resposta, o tenente-coronel Francisco Vieira, comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sugeriu que os participantes chamassem "o Batman ou o super-homem" e alegou que o público não queria a presença dos policiais militares. "A BM pra eles não presta. Mande ligar para o 190", completou.

A conversa ocorreu em um grupo de Whatsapp utilizado para informar sobre ocorrências da área do 9º BPM. O evento em questão se chama Serenata Iluminada, que ocorre periodicamente para discutir e estimular a ocupação de locais públicos. Segundo os jornalistas que questionaram o oficial, assaltantes estavam aproveitando para atacar as pessoas em locais mais escuros da Redenção.

“Quem frequenta esse tipo de evento não quer BM perto. Agora aguentem! Que chamem o Batman! Ou o super-homem", escreveu. "Gente do bem está em casa agora!" (...) Então que saiam dali. Eu não aconselho a ficar ali. Até porque se eu mandar uma viatura lá, com dois PMs, serão hostilizados", continuou.

Ao G1, o coronel disse que não se tratava de uma declaração, apenas um comentário em uma conversa informal. "Não foi uma declaração. Foi uma conversa informal. Fiz uma certa analogia em tom de brincadeira", afirmou. "Quantas vezes nesse grupo de whatapp a gente já brincou, falou e compartilhou piadas e nunca aconteceu nada disso", diz.

Ainda de acordo com o tenente-coronel Vieira, o evento no parque aconteceu sem autorização ou apoio do poder público. "É um grupo que se reúne de vez em quando. Em momento algum se consulta a Brigada Militar. Nunca foi feito um pedido formal para que acompanhássemos o evento, nada disso. Não posso tirar mais de uma viatura para cuidar de um evento que acontece a revelia do poder público, organizado por pessoas que não querem a nossa presença", avaliou.

Segundo ele, uma viatura circulou pelo Parque da Redenção durante todo o evento, que terminou por volta das 3h. "Seriam hostilizados [outros PMs], é óbvio. Isso acontece sempre. Eu sou hostilizado sempre. Eu vou botar mais uma viatura policial lá pra quê?", comenta.

Ele reconhece que a área é perigosa e não recomenda que se frequente o Parque da Redenção à noite. "Não dá para frequentar o parque à noite. À noite quem frequenta aquele local são pessoas da prostituição, drogaditos, criminosos".

Ainda conforme o tenente-coronel Vieira, houve um registro de assalto, feito por meio do 190, durante a Serenata Iluminada. Ainda segundo ele, os dois jornalistas foram retirados do grupo do whatsapp por "falta de consideração". Ainda na ferramenta, direcionado aos outros repórteres, o tenente-coronel afirmou que a BM "nunca se negou e nunca se negará a atender qualquer ocorrência. Somente que deve ser usado o canal formal: 190".

COP15

Referência nacional, professora de MS ganha destaque na COP15

Pesquisadora leva projeto sobre aves urbanas e educação ambiental ao evento global em Campo Grande

21/03/2026 10h15

Ao longo dos anos, a pesquisadora ajudou a projetar a capital sul-mato-grossense como referência nacional na observação de aves

Ao longo dos anos, a pesquisadora ajudou a projetar a capital sul-mato-grossense como referência nacional na observação de aves Divulgação

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A história da professora e pesquisadora Simone Mamede é daquelas que atravessam o tempo sem perder o propósito. Começa de forma simples, dentro de uma sala de aula da rede municipal de Campo Grande, quando ainda era estudante de Ciências Biológicas e ganha o mundo quase 30 anos depois, ao integrar a programação de um dos maiores eventos ambientais do planeta. 

Hoje docente da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e vinculada à pós-graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Simone construiu uma trajetória sólida, marcada pelo compromisso com a educação, pela produção científica e pela defesa da conservação ambiental.

Ao longo dos anos, a pesquisadora ajudou a projetar a capital sul-mato-grossense como referência nacional na observação de aves. Seus estudos sobre biodiversidade urbana contribuíram para evidenciar o papel das áreas verdes na qualidade de vida e no equilíbrio ambiental. 

Antes disso, ainda no início da carreira, foi na rede municipal de ensino que Simone consolidou sua vocação. em sala de aula não apenas moldou sua atuação profissional, mas também estabeleceu as bases de um trabalho que sempre caminhou entre a ciência e a educação. Parte desses estudos contribuiu para consolidar Campo Grande como um dos principais polos de observação de aves no país, destacando a presença de áreas verdes e a diversidade de espécies no ambiente urbano.

Ao longo dos anos, a pesquisadora ajudou a projetar a capital sul-mato-grossense como referência nacional na observação de aves Simone foi selecionada para integrar o Espaço Brasil, na chamada Blue Zone do evento

Agora, essa trajetória ganha um novo capítulo com a participação na COP15. O projeto de extensão “Pré-COP15: Diálogos e Passarinhadas”, coordenado por Simone na UFT, foi selecionado para integrar o Espaço Brasil, na chamada Blue Zone do evento, área que concentra iniciativas de destaque voltadas à pauta ambiental global.

A proposta reúne atividades que combinam educação ambiental, ciência cidadã e observação de aves. O projeto é desenvolvido principalmente no Tocantins,  mas conecta pesquisadores, universidades e comunidades em diferentes regiões, com ações que incluem rodas de conversa e saídas de campo.

Um dos eixos centrais da iniciativa é o “passarinhar” , prática de observação de aves que, no projeto, ganha caráter educativo e acessível. A ideia é aproximar o público da natureza, especialmente das espécies migratórias, e ampliar a percepção sobre a importância da conservação ambiental.

As chamadas “passarinhadas” fazem parte dessa proposta. Durante essas atividades, os participantes são convidados a observar o ambiente de forma mais atenta, identificando espécies e entendendo como diferentes territórios estão interligados no ciclo de vida das aves.

Para Simone, participar da COP15 em Campo Grande também tem um aspecto simbólico, por marcar um retorno ao local onde iniciou sua trajetória profissional e acadêmica.

“Sou sul-mato-grossense e estar em Campo Grande durante a COP15 me traz reflexões sobre o nosso papel como cidadãos planetários, na busca pela conservação da Terra com qualidade de vida para todos”, afirma.

Ao longo dos anos, a pesquisadora ajudou a projetar a capital sul-mato-grossense como referência nacional na observação de avesAtividades terão o objetivo de aproximar as pessoas da natureza no espaço urbano

Durante o evento, o público poderá participar de duas “passarinhadas” abertas, previstas para os dias 24 e 27 de março, organizadas pela UFT, UFMS e Instituto Mamede, por meio do projeto “Vem Passarinhar”.

As atividades são gratuitas e voltadas à população em geral, com a proposta de aproximar as pessoas da natureza no espaço urbano, uma ideia que atravessa toda a trajetória da pesquisadora desde o início, ainda nas salas de aula da rede municipal.

O que é a COP15?

A COP15 é o encontro para tomada de decisões entre os países-membros da Convenção sobre Espécies Migratórias, um tratado ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) para a conservação das espécies migratórias, seus habitats e rotas de migração em toda sua área de distribuição. 

A cada três anos, a  Conferência das Partes (COP), principal instância decisória da CMS, reúne asa 133 partes para definir as prioridades e o orçamento para tratar das espécies migratórias. 

É nesse espaço que os países aprovam planos de ação, atualizam as listas de espécies protegidas e adotam resoluções e decisões que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação ao redor do mundo.

Durante a conferência, são feitas ainda recomendações para os países membros sobre a necessidade de realizar mais acordos regionais para a conservação de espécies específicas. 

A Conferência avalia os avanços na implementação da Convenção e define as prioridades para o triênio seguinte. 

Por dentro das espécies migratórias

As espécies migratórias se deslocam de um lugar para outro em determinados períodos do ano, seguindo padrões que, na maioria dos casos, são regulares, cíclicos e previsíveis. Esse comportamento ocorre em todos os grandes grupos de animais, como mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e insetos. 

Na CMS, uma espécie migratória é aquela cuja população, ou parte dela, cruza as fronteiras entre países ao longo de seu ciclo de vida. Isso significa que a proteção desses animais depende da cooperação entre diferentes nações.

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Epidemia

Dourados decreta estado de emergência em meio à epidemia de chikungunya

O decreto, assinado pelo prefeito Marçal Filho, busca acelerar recursos federais e reforçar equipes de saúde

21/03/2026 10h00

A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti

A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti Foto: Pixabay

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A Prefeitura de Dourados decretou, na última sexta-feira (20), por meio do prefeito Marçal Filho, estado de emergência na saúde pública do município, em razão do aumento significativo de casos de chikungunya, tanto na área urbana quanto, principalmente, na Reserva Indígena.

Apesar de ter sido oficializada na sexta-feira, a decisão de declarar estado de emergência foi tomada na quinta-feira (19), em uma reunião que contou com a presença de autoridades da saúde municipal, estadual e federal.

Participaram do encontro o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo; o representante da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), Rodrigo Stábeli; além da gerente técnica estadual dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica, Danielle Galindo Martins Tebet, e da conselheira técnica da Força Nacional, a médica Lucia Silveira.

O decreto de número 587, de 20 de março de 2026, publicado na edição suplementar do Diário Oficial do Município, é necessário para facilitar o acesso a recursos do Ministério da Saúde para combater a epidemia em Dourados
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No decreto assinado por Marçal Filho, o prefeito considerou o disposto na Lei Federal nº 13.301, de 27 de junho de 2016, que permite a adoção de medidas de vigilância em saúde quando a situação representa perigo iminente à saúde pública.

O avanço dos casos de chikungunya nas aldeias indígenas, de acordo com dados do Informe Epidemiológico Diário/Monitoramento do Surto de Chikungunya no território da SESAI, preocupa, pois, até o dia 19 de março, contabilizavam-se 936 notificações, 846 casos prováveis, 274 casos confirmados, 90 atendimentos hospitalares, 3 internações e 4 óbitos confirmados, inclusive em grupos vulneráveis, com maior concentração de atendimentos em Jaguapiru II, Bororó I, Bororó II e Jaguapiru I.

O artigo 1º do decreto nº 587 estabelece que fica declarada situação de emergência em saúde pública no município de Dourados, pelo prazo de 90 dias, em razão da epidemia de chikungunya na região da Grande Dourados, com repercussão direta e relevante no território municipal.

Esse prazo ainda pode ser prorrogado após avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, caso se considere que ainda há riscos sanitários e assistenciais.

Para decretar estado de emergência em saúde pública, foram levados em consideração inúmeros fatores, como o elevado número de casos suspeitos e o aumento expressivo na busca por atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, na rede hospitalar e nos serviços de urgência; a saturação ou a possibilidade de saturação da capacidade instalada de leitos e outros recursos assistenciais do município; além do crescimento significativo do número de casos suspeitos, prováveis e confirmados de chikungunya.

Outros fatores, como a necessidade de adoção de medidas rápidas de vigilância, assistência, regulação, controle vetorial e mobilização da rede regional de saúde, também foram considerados.

A presença da equipe federal em Dourados foca principalmente no controle do aumento de casos. Inicialmente com sete profissionais no município, o número deve se elevar para 21, buscando minimizar ao máximo o avanço da doença.

De acordo com o representante da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), Rodrigo Stábeli, alguns casos que inicialmente eram tratados como dengue, na verdade, podem ser chikungunya. Ele ainda ressalta que o principal diferencial entre as doenças são as dores intensas nas articulações.

A especialista na doenças, a médica Lucia Silveira faz um alerta, de que apesar das unidades públicas estarem suportando a demanda, ainda corre o risco de aumento nas próximas semanas, visto que Dourados é referência para cerca 35 municípios da região. 

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