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Cepal pede que países da América Latina se esforcem para combater a pobreza

Cepal pede que países da América Latina se esforcem para combater a pobreza

AGÊNCIA BRASIL

03/11/2015 - 07h00
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A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) apela para que os países da região redobrarem esforços para combater a pobreza e reduzir a desigualdade no atual contexto de desaceleração econômica. O documento Desenvolvimento Social Inclusivo: uma Nova Geração de Políticas para Superar a Pobreza e a Desigualdade na América Latina e no Caribe está sendo analisado durante a Conferência Regional sobre Desenvolvimento Social da América Latina e Caribe, que ocorre entre hoje (2) e a próxima quarta-feira (4), em Lima, Peru.

Ainda que a região tenha cumprido a meta estabelecida no primeiro dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de reduzir à metade a extrema pobreza em 2015 (comparado com os níveis de 1990), a Cepal insiste que é indispensável fazer esforços significativos para cumprir com os recentemente adotados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o primeiro, que propõe erradicar a extrema pobreza em todas as suas formas até 2030.

Além de apresentar um diagnóstico dos avanços recentes e os desafios que persistem em matéria de pobreza e desigualdade, o novo relatório da Cepal analisa a institucionalidade das políticas sociais e propõe orientações de política em diversas áreas-chave para o desenvolvimento inclusivo.

De acordo com a comissão, a redução da pobreza estagnou-se desde 2012 e a extrema pobreza mostra uma leve tendência de elevação. Além disso, a América Latina e o Caribe continua sendo a região mais desigual do mundo em termos de distribuição de renda. Segundo as últimas estimativas do organismo regional para 19 países da América Latina, em 2014 existiam 167 milhões de pessoas em situação de pobreza (28% do total da população), dos quais 71 milhões (12% do total da população) se encontravam na extrema pobreza.

Dados de 2013 indicam, também, que somente a metade da população da América Latina e Caribe (49,1%) encontra-se fora das situações de extrema pobreza, pobreza ou vulnerabilidade à pobreza.

Segundo informação coletada nas pesquisas de domicílios de oito países da América Latina em 2011, 7% da população não indígena nem afrodescendente é extremamente pobre ou altamente vulnerável à extrema pobreza, porcentagem que se eleva para 11% no caso da população afrodescendente e para 18% no caso dos povos indígenas.

Na mesma linha, na região, as mulheres constituem aproximadamente 51% da população total, mas somente têm acesso a 38% da massa de rendimentos monetários que são gerados e recebidos pelas pessoas.

MATO GROSSO DO SUL

Traficantes escondem mais de 300 kg de cocaína e haxixe em nobreaks adulterados

Carga sairia do "Coração do Pantanal", do município sul-mato-grossense que faz fronteira com a Bolívia, até a cidade de São Paulo (SP)

01/07/2026 10h29

Vindos do município sul-mato-grossense que faz fronteira com a Bolívia, equipamentos estavam adulterados com peso e estrutura diferenciados. 

Vindos do município sul-mato-grossense que faz fronteira com a Bolívia, equipamentos estavam adulterados com peso e estrutura diferenciados.  Reprodução/PRF

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Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizaram a apreensão de mais de 300 quilos de entorpecentes, em trecho da rodovia BR-262 em Água Clara ontem (30 de junho), que foram escondidos pelos traficantes em uma carga de nobreaks adulterados. 

Conforme a PRF, durante a fiscalização no trecho que fica aproximadamente 192 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, os agentes abordaram um veículo Fiat/ Strada que era conduzido por um indivíduo de 43 anos. 

Questionado pela PRF sobre a viagem, o condutor evidenciou nervosismo e levantou suspeitas enquanto o veículo era fiscalizado. Aos agentes ele havia informado que estaria indo rumo à São Paulo. 

Com destino à capital paulista, o condutor estaria transportando os populares "nobreaks", dispositivo para energia de emergência via bateria durante quedas de rede, e teria pegado essa carga de equipamentos na conhecida Cidade Branca do Mato Grosso do Sul, Corumbá. 

Vindo do município sul-mato-grossense que faz fronteira com a Bolívia, durante a vistoria detalhada aos nobreaks, os agentes da PRF observaram uma certa adulteração nos componentes, que apresentavam peso e estrutura diferenciados. 

Mocós

Ainda em 2024, vale lembrar, em resposta ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, decisão unânime da 6.ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) apontou que veículos previamente preparados - os chamados "mocós" - são materiais suficientes para classificar o crime como premeditado e, assim, aumentar a pena para essa modalidade do tráfico de drogas.

Abertos, os materiais se demonstraram-se como "mocós" de substâncias entorpecentes, onde os policiais localizaram diversos tabletes que totalizaram: 

  • 302 quilos de cloridrato de cocaína e 
  • 19 quilos de haxixe.

Aos policiais, o acusado preso por tráfico de drogas e encaminhado à Polícia Civil em Água Clara, juntamente com as drogas e o veículo, argumentou que, de fato, teria pegado o carregamento de ilícitos na cidade de Corumbá, com destino ao São Paulo (SP). 

 

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TRAGÉDIA

Riedel lamenta morte de PM e promete prender criminosos envolvidos

Em sua publicação, governador disse que, em respeito à memória de Marcelo Pimenta, enfrentará o crime organizado "com firmeza e determinação"

01/07/2026 10h15

Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul

Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul Marcelo Victor/Correio do Estado

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Na manhã desta quarta-feira (1), o Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), prestou suas condolências à família do policial militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, morto por criminosos, em Corumbá, na noite desta terça-feira (30).

Em sua publicação, Riedel disse que, em respeito à memória de Marcelo, enfrentará o crime organizado "com firmeza e determinação". O governador também lembrou que o militar era pai de uma menina de apenas sete anos.

Por fim, Eduardo Riedel disse que todas as forças de segurança estão mobilizadas para identificar, localizar e prender os responsáveis pelo assassinato do policial. "Essa é uma resposta que devemos à família de Marcelo, à Polícia Militar e à sociedade".

Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul

Um dos suspeitos envolvidos na morte do policial militar morreu durante confronto, em Corumbá.  Uma megaoperação das forças de segurança foi deflagrada e iniciaram buscas em Corumbá, Ladário e na faixa de fronteira com a Bolívia.

A operação teve participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Federal, por meio da FICCO, Departamento de Operações de Fronteira, Batalhão de Choque, BOPE, Tático Ostensivo Rodoviário, Grupamento Aéreo da PMMS e apoio da Polícia Boliviana.

Marcelo Pimenta era policial do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá. Ele integrava uma equipe do Grupamento Especial Tático de Motos, o Getam, e tentava abordar um Fiat Argo branco ocupado por homens armados e encapuzados, quando foi atingido por tiros de fuzil.

 

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