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Brasil reduziu mortalidade infantil em 24% após o ECA

Brasil reduziu mortalidade infantil em 24% após o ECA

terra

13/07/2015 - 06h00
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Após a sanção do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), há 25 anos, o Brasil conseguiu reduzir em 24% as mortes de crianças antes de 1 ano de idade. Levantamento feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com base em dados do Ministério da Saúde, mostra que a taxa passou de 50 para cada mil crianças nascidas vivas, no final da década de 1990, para 12 atualmente. O número se aproxima do previsto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que são 10 mortes para cada mil nascimentos.

“No tema mortalidade infantil, o Brasil fez um grande avanço e o [ECA] salvou a vida de muitas crianças, garantindo seu desenvolvimento”, afirmou à Agência Brasil o coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef, Mário Volpi.

A redução da mortalidade infantil, segundo o coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos em São Paulo, o advogado Ariel de Castro, deve-se às previsões do estatuto, que tratam do direito à saúde, do atendimento à gestante, da prioridade que deve ser dada à saúde da criança, ao pré-natal e aos cuidados no pós-parto.

“Trata também da prioridade que a rede de saúde tem que dar na assistência maternoinfantil, isso foi aprimorado pelo estatuto. A partir de programas como o Saúde da Família, do reforço da pediatria nos hospitais e unidades básicas de saúde conseguimos melhorar os índices, bem como as políticas de saneamento básico”, explicou Alves.

Já na educação, conforme dados do Ministério da Educação (MEC), mais de 98% das crianças estão matriculadas no ensino fundamental e 85% dos adolescentes têm acesso ao ensino médio. “Esse aumento quantitativo se deu exatamente em razão da atuação dos conselhos tutelares, criados pelo estatuto, das entidades da sociedade civil, que exigiram as vagas com base no que prevê o ECA quanto ao dever do Estado de garantir a educação para essa parcela da população”, disse Ariel Alves.

Adoção 
Para o promotor de Justiça e de Defesa da Infância e da Juventude do Distrito Federal Anderson Pereira de Andrade, outra conquista do ECA foi o aperfeiçoamento do sistema nacional de adoção. Segundo ele, as regras estabelecias pelo estatuto melhoram a preparação das famílias interessadas na adoção, além de acelerar o processo.

“Antigamente, as pessoas tinham ideia de que adoção era para dar uma criança à família que não tem. O ECA veio dizer que não. Veio dizer que a adoção existe para dar à criança uma família que ela não tem. Então o foco do interesse mudou. O interesse deixou de ser da família para ser da criança”, explicou o promotor que atua na área cível há 30 anos.

A partir do ECA, acrescentou Andrade, foi criado o Cadastro Nacional de Adoção em sintonia com os cadastros dos estados. “Hoje as famílias interessadas podem consultar, regional ou nacionalmente, se tem uma criança que pode ser adotada dentro do perfil desejado. Esse cadastro nacional de adoção, que é domiciliado no CNJ [Conselho Nacional de Justiça], também é uma ferramenta muito importante de defesa do direito da criança e do adolescente.”

Descarte

Simone Tebet rechaça ser vice de Haddad em São Paulo

Segundo ela, nunca houve conversas sobre o tema, nem com Haddad nem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

20/04/2026 16h15

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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), afirmou nesta segunda-feira (20) que não há qualquer possibilidade de integrar como vice a chapa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), na disputa pelo governo de São Paulo em 2026. Segundo ela, nunca houve conversas sobre o tema, nem com Haddad nem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eles sabem que sou candidata ao Senado ou a nada”, declarou Tebet ao portal Metrópoles, ao comentar informações de bastidores que apontavam seu nome como opção para vice-governadora.

A reação ocorre após a divulgação de um levantamento interno encomendado pela campanha de Haddad indicar Tebet como o nome com maior potencial eleitoral para compor a chapa.

De acordo com a apuração do jornalista Igor Gadelha, a ministra teria apresentado desempenho superior a outros nomes testados, como a pecuarista Teka Vendramini (PDT), o ex-ministro Márcio França (PSB), a ministra Marina Silva (Rede), a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e o ex-deputado Marcelo Barbieri (PDT).

Apesar do desempenho, Tebet minimizou a possibilidade e avaliou que seu nome pode ter sido incluído no levantamento por interesse do PT em compor uma chapa com uma mulher.

Mesmo fora da disputa pelo Executivo estadual, Tebet aparece bem posicionada na corrida ao Senado por São Paulo.

Pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em março, aponta a ministra como favorita em cenários sem a presença de Haddad.

Nos cenários testados, Tebet lidera com intenções de voto que variam entre 16% e 22%, seguida por Marina Silva, com 15% a 19%, e pelo secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite (PP), com 15% a 18%.

Quando Haddad é incluído nas simulações, ele assume a liderança, com índices entre 22% e 24%. Nesse cenário, Tebet aparece com cerca de 16%, enquanto Marina e Derrite ficam na faixa dos 15%.

Outros nomes testados incluem Ricardo Salles (Novo), com 12% a 14%; Rodrigo Garcia, com 11% a 13%; e o coronel Mello Araújo (PL), com cerca de 11%.

O levantamento também indica maior indefinição do eleitorado na escolha do segundo voto para o Senado. Enquanto apenas 1% dos entrevistados dizem não saber em quem votar para a primeira vaga, esse número sobe para 22% no segundo voto. Já os votos brancos e nulos passam de 2% para 11% entre a primeira e a segunda escolha.

Os dados sugerem que mais de 30% do eleitorado ainda não definiu o segundo voto, mantendo a disputa aberta.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 6 e 7 de março de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O perfil dos entrevistados mostra maioria feminina (53%), com predominância de eleitores entre 35 e 59 anos (47%) e renda de dois a cinco salários-mínimos (39%).

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Cultura

Governo de MS lança editais para fortalecer literatura e os espaços de memória do Estado

Com investimentos superiores a R$ 885 mil, Iniciativas contemplam produção literária e o apoio a museus, arquivos e bibliotecas em todo o Estado

20/04/2026 15h47

Governo de MS lança editais para fortalecer literatura e os espaços de memória do Estado

Governo de MS lança editais para fortalecer literatura e os espaços de memória do Estado Foto: Fundação de Cultura MS

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A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) abriu dois editais públicos voltados ao fortalecimento da cultura no Estado, com foco na produção literária e no apoio a museus, arquivos e bibliotecas. Juntas, as iniciativas somam mais de R$ 885 mil em investimentos por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Um dos editais, o “Leia MS 2026”, destina R$ 555 mil para o fomento de obras literárias sul-mato-grossenses. A proposta é ampliar o acesso ao livro, incentivar a leitura e fortalecer a cadeia produtiva do setor editorial no Estado.

Ao todo, serão selecionados 31 projetos, contemplando tanto obras inéditas quanto reedições. Os valores variam entre R$ 30 mil, para a categoria voltada a mulheres em primeira publicação, e R$ 15 mil para reedições.

As obras escolhidas passarão a integrar o acervo das bibliotecas públicas estaduais e também serão disponibilizadas gratuitamente em formato digital no aplicativo MS Digital, pelo período de dois anos.

Além disso, os autores deverão entregar exemplares impressos e materiais de mediação de leitura, como roteiros em texto ou vídeo, ampliando o alcance das produções junto a escolas, bibliotecas e comunidades.

As inscrições para o Leia MS seguem abertas até 18 de maio de 2026 e são destinadas a escritores, editoras e agentes culturais que atuam no Estado há, pelo menos, dois anos.

MS Memória

Já o edital “MS Memória” prevê investimento de R$ 330 mil para apoiar projetos culturais em museus, arquivos e bibliotecas comunitários e privados. A iniciativa busca fortalecer a preservação da memória, a organização de acervos e a ampliação do acesso da população a esses espaços.

O edital está dividido em duas categorias: apoio inicial, com repasses de R$ 15 mil para ações estruturais e comunitárias, e apoio intermediário, com R$ 50 mil para projetos de modernização, ampliação e inovação dos espaços culturais.

Entre as ações previstas estão a digitalização de acervos, realização de atividades educativas, aquisição de equipamentos e melhorias na acessibilidade e infraestrutura. 

Podem participar agentes culturais, coletivos, associações e instituições que atuem nas áreas contempladas e comprovem pelo menos dois anos de atividade em Mato Grosso do Sul.

As inscrições para o edital MS Memória seguem até 15 de maio de 2026.

Com os dois chamamentos, o Governo do Estado reforça a política de descentralização do acesso à cultura, incentivando tanto a produção literária quanto a valorização da memória e da identidade cultural sul-mato-grossense.

Os editais completos podem ser acessados por meio do link abaixo: https://editaisms.prosas.com.br/

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