Sexta, 24 de Novembro de 2017

Levantamento

Brasil reduz 5,1% a taxa
de nascimentos em 2016

A região com maior recuo foi o Centro-Oeste (-5,6%)

14 NOV 2017Por G111h:16

O número de nascimentos registrados no Brasil caiu pela 1ª vez desde 2010, segundo as estatísticas do Registro Civil 2016, divulgadas nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que no ano passado também houve queda no número de casamentos, ao passo que o de divórcios aumentou.

Em 2016, foram registrados 2,79 milhões nascimentos no Brasil, o que representa uma queda 5,1%, ou 151 mil nascimentos a menos, na comparação com 2015.

Apesar do país já ter registrado queda no número de nascimentos em anos anteriores, o percentual de 2016 ficou bem acima. Em 2010, houve recuo de 0,2% em relação ao ano anterior. Em 2009, a queda foi de 1,3%.

Em 2006 e 2007, foram verificadas retrações de 2,6% e 1,7%, respectivamente.

A região com maior queda nos nascimentos em 2016 foi o Centro-Oeste (-5,6%) e o Sul, com menor queda, de 3,8%. No Nordeste e no Sudeste, o recuo foi de 5,5%, e no Sul, de 3,8%.

Roraima foi o único estado a registrar mais nascimentos, com alta de 3,9%. Pernambuco registrou a maior queda (-10%), seguido por Tocantins (-8%), Sergipe (-7,5%) e Rio Grande do Norte (-7%). Em São Paulo, houve recuo de 5,1% e, no Rio de Janeiro, queda de -6,5%.

Embora a pesquisa do IBGE seja apenas numérica, sem apontar as possíveis causas, a queda dos nascimentos em 2016 aconteceram em meio à pior recessão da história do Brasil e em um período em que houve uma epidemia de zika, que pode provocar microcefalia em bebês. Pernambuco foi o primeiro estado onde o aumento dos casos de zika chamou a atenção das autoridades de saúde.

A região Norte teve a maior concentração de nascimentos no grupo de mães de 20 a 24 anos (29,6%). Por outro lado, as regiões Sul e Sudeste têm perfil de mães com idade mais avançada. Nessas regiões, o maior percentual de nascimentos ocorre entre as mulheres de 25-29 anos (24,7% no Sul e 24,3% no Sudeste), 20-24 anos (23,5% em ambas) e 30-34 anos (22,1% em ambas).

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