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POLÍTICA

Aécio diz que veto de Dilma a reajuste do Bolsa Família sacrifica a população

Aécio diz que veto de Dilma a reajuste do Bolsa Família sacrifica a população

G1

02/01/2016 - 16h46
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O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), criticou a decisão da presidente Dilma Rousseff de vetar o reajuste do benefício do Bolsa Família pela inflação. Segundo ele, essa atitude sacrifica a população que mais precisa do apoio do governo. A declaração foi divulgada por meio da assessoria de imprensa neste sábado (2).

A presidente Dilma Rousseff sancionou, em edição extra do "Diário Oficial da União" editada na quinta-feira (31), a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016, que estabelece os parâmetros para a elaboração do Orçamento da União. A lei foi sancionada com mais de 50 vetos, incluindo um trecho que previa o reajuste do benefício do Bolsa Família pelo índice oficial de inflação, medida pelo IPCA, acumulada entre maio de 2014 e dezembro de 2015.

Na justificativa do veto, o governo alega que o texto aprovado pelo Congresso não traz a previsão de verba para isso e que, "se sancionado, o reajuste proposto, por não ser compatível com o espaço orçamentário, implicaria necessariamente o desligamento de beneficiários do Programa Bolsa Família".

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que não comentará as críticas do senador.

"Em um momento de grave crise, os primeiros a sofrer e de forma mais profunda são os que mais necessitam, ou seja, exatamente os beneficiários do Bolsa Família. A presidente Dilma, com seu veto, mais uma vez, sacrifica a população que mais precisa do apoio do governo", disse Aécio Neves.

O senador argumentou que, sem recomposição do poder de compra do Bolsa Família, "o alcance social do programa diminui e a crise criada pelo governo do PT invade a vida dos mais pobres".

Segundo a avaliação dele, o veto ao reajuste do Bolsa Família não é um ato de responsabilidade fiscal.

Aécio afirmou, ainda, que o governo, "se quisesse", teria como aumentar os gastos com o programa. "Um reajuste de 11,6% do Bolsa Família teria impacto de cerca R$ 3 bilhões. Mesmo na atual situação de grave crise, esse não é um valor que iria gerar maiores problemas, sobretudo se se avaliasse seu impacto social", disse.

Na declaração, o senador afirmou, ainda, que "a crise e a falta de recursos orçamentários que compromete não apenas o Bolsa Família, mas também os serviços de saúde e educação, decorrem do desastre econômico e desvios de recursos dos governos do PT".

Lojas Americanas

Após reforma, Lojas Americanas reabre no centro de Campo Grande

Loja passou 10 dias fechada e volta a funcionar na próxima quinta-feira (23)

20/07/2026 18h15

Loja ficou fechada por 10 dias para reforma interna

Loja ficou fechada por 10 dias para reforma interna FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Depois de 30 dias de reforma, a Lojas Americanas reabre as portas na próxima quinta-feira (23). A loja, localizada na Rua Marechal Rondon, ao lado do Pátio, o Shopping do Centro, passou 10 dias fechada e abre as portas totalmente reformada nesta semana a partir das 10h. 

Essa é uma das 29 lojas da franquia espalhadas pelo Mato Grosso do Sul, sendo quatro delas em Campo Grande.

Loja ficou fechada por 10 dias para reforma internaLoja reabre na próxima quinta-feira (23) às 10h em Campo Grande / FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A loja teve sua área de vendas otimizada, com um novo layout que melhora a circulação dos clientes para fornecer uma experiência de compra ainda mais fluida.

A unidade oferece, ainda, uma ampla gama de produtos variados, como de alimentos, bebidas, higiene pessoal, beleza, brinquedos, papelaria, utilidades domésticas, entre outros, atendendo às necessidades de cada consumidor. 

A loja também tem um espaço destinado ao atendimento virtual, e uma categoria chamada de "Prateleira Infinita", que amplia a variedade física ao disponibilizar produtos do digital diretamente no ponto de venda.

A estratégia faz parte de ações voltadas à estabilização de bases físicas da franquia, após o fechamento de mais de 300 lojas em todo o País. 

De acordo com o presidente da Companhia, Fernando Soares, esse ciclo deve ser voltado à reestruturação e reorganização para uma retomada no número de consumidores. 

Virtual

Atualmente, a Americanas opera em mais de 800 cidades e registra aproximadamente 95 milhões de visitas mensais, considerando lojas físicas, site e aplicativo. A base digital também inclui mais de 35 milhões de seguidores nas redes sociais.

Além da expansão física, a Americanas aposta na evolução do canal digital. Hoje, contudo, o digital representa apenas cerca de 4% das vendas totais.

Segundo Soares, o foco é elevar a frequência e o tíquete médio dos consumidores, mais do que a aquisição de novos clientes. Nesse contexto, iniciativas como o programa Cliente A tendem a ampliar o gasto e a recorrência nas lojas.

A Americanas avalia que sua rede de lojas físicas pode ser utilizada como plataforma logística para parceiros, em um movimento que reforça o papel das unidades como hubs de distribuição dentro do novo modelo de negócios da companhia.

Segundo Soares, a capilaridade da empresa abre espaço para parcerias com plataformas digitais interessadas em ampliar sua presença no País.

"Será que algum marketplace não precisa de cerca de 1.500 pontos de entrega no Brasil? Eu acho que sim", afirmou o executivo, durante teleconferência.

*com informações Estadão Conteúdo

Saúde Pública

Campo Grande conquista bolsas federais para formar novos psiquiatras no SUS

Ministério da Saúde homologa financiamento de duas bolsas de residência médica em Psiquiatria para a Capital; Ponta Porã também é contemplada com vagas para Medicina de Família e Comunidade

20/07/2026 17h29

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Campo Grande foi contemplada pelo Ministério da Saúde com novas bolsas federais para a formação de médicos especialistas em Psiquiatria.

A medida foi oficializada em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (20), que homologa o resultado da primeira chamada do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência). 

Pela portaria, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), terá duas bolsas para médicos residentes do primeiro ano (R1) do Programa de Residência Médica em Psiquiatria. 

Apesar da autorização das bolsas pelo Ministério da Saúde, o processo seletivo ainda não foi aberto.

A expectativa é que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) publique um edital com as regras para participação, incluindo os requisitos, o período de inscrições, o cronograma, as etapas de seleção e a data de início da residência.

O financiamento será custeado pelo Ministério da Saúde, dentro da política nacional de ampliação da formação de especialistas para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

A publicação não cria um novo programa de residência, mas garante o financiamento federal das bolsas para programas previamente habilitados e aprovados pelo governo federal.

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa faz parte da estratégia de fortalecer áreas consideradas prioritárias para o SUS e reduzir a desigualdade na distribuição de médicos especialistas pelo país. 

Reforço para a saúde mental

A autorização ocorre em um momento de crescente demanda por atendimento em saúde mental.

Nos últimos anos, a procura por consultas psiquiátricas e acompanhamento especializado aumentou significativamente na rede pública, impulsionada pelo crescimento dos casos de ansiedade, depressão, transtornos relacionados ao uso de drogas e outras doenças psiquiátricas.

Os médicos residentes atuam diretamente nas unidades de saúde durante o período de especialização, sob supervisão de profissionais experientes, conciliando atendimento à população com atividades de ensino e pesquisa.

Dessa forma, além de ampliar a formação de especialistas, as bolsas contribuem para reforçar a assistência prestada pelo SUS.

Ponta Porã também foi contemplada

Além de Campo Grande, Mato Grosso do Sul também teve outro programa beneficiado pela portaria.

O Fundo Municipal de Saúde de Ponta Porã recebeu autorização para o financiamento de seis bolsas para médicos residentes do primeiro ano (R1) destinadas ao Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade.

A especialidade é considerada uma das bases da Atenção Primária à Saúde e tem papel estratégico na prevenção de doenças, no acompanhamento contínuo dos pacientes e na redução da pressão sobre os serviços hospitalares. 

Pró-Residência

O Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência) tem como objetivo ampliar a oferta de especialistas em regiões e especialidades consideradas prioritárias para o Sistema Único de Saúde.

Na portaria publicada nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde homologou o resultado da primeira chamada dos programas habilitados e definiu o quantitativo de bolsas financiadas pela União para cada instituição participante.

A partir da publicação, os programas contemplados deverão formalizar a adesão por meio do Sistema de Gestão das Residências em Saúde (SIG-Residências), conforme estabelece o ato oficial.

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