Domingo, 25 de Setembro de 2016

Bairro Chelsea

A poucos metros de atentado, jornalistas
da Capital relatam clima em Nova York

Eles estavam a uma quadra de onde foi encontrada segunda bomba caseira

18 SET 2016Por VÂNYA SANTOS12h:00

Casal de jornalistas de Campo Grande, Cleidson Lima e Janaína Ivo, estava a cinco quadras do local onde a bomba de fabricação caseira explodiu, na Rua 23, entre a Avenida das Américas e a Sétima Avenida, Bairro Chelsea, em Nova York. Atentado aconteceu ontem, por volta das 20h30, e pelo menos 29 pessoas ficaram feridas.

Cleidson Lima, contou que estava na Rua 28 e lá as quadras são curtas, em torno de 50 a 100 metros. Já o artefato não detonado foi encontrado na Rua 27, ou seja, apenas uma quadra de onde estavam os jornalistas.

“A gente só percebeu que estava acontecendo alguma coisa errada porque um grande número de ambulâncias estava tentando passar pela Times Square. O que chamou atenção era que o trânsito estava travado e havia vários carros de polícia, mas não ouvimos nada. Só percebemos mesmo por conta da movimentação. Imediatamente, mudou todo o protocolo de segurança por aqui”, relatou.

No momento da explosão, o jornalista, que também é criador do Museu do Videogame Itinerante, estava em uma loja comprando videogames antigos. Ele e a esposa estavam em Las Vegas e chegaram ontem em Nova York.

Casal, que tinha passeios programados para hoje, como visita ao Central Park e ao Museu de História Natural, precisou se reorganizar porque muitas vias de acessos foram bloqueadas. “Não vamos pegar metrô para evitar qualquer situação de risco. Vamos usar Uber”, comentou.

“Ontem visitamos a estátua da liberdade e o memorial de 11 de setembro e o número de policiais era muito grande”, explicou Cleidson, suspeitando que o reforço na segurança pode ser em razão de estarmos a poucos dias da data que remete à série de ataques suicidas que aconteceu em 2001 e resultou na morte de quase três mil pessoas.

Cleidson, que retorna ao Brasil amanhã à noite, explicou que o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, se pronunciou sobre o caso e disse que não há indícios de terrorismo internacional. A suspeita é de que a ação tenha sido praticada por alguém do próprio país e que não razão para pânico. Todavia, protocolos de segurança foram todos acionados.

 
  • Reprodução
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  • Cleidson Lima
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