Quinta, 29 de Setembro de 2016

CORREIO B

Primavera dos Museus celebra cultura indígena em Campo Grande

22 SET 2016Por THIAGO ANDRADE19h:00

Com o objetivo de chamar  atenção do público para as instituições museológicas, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) realiza a 10ª Primavera dos Museus. Em Campo Grande, são oito participantes. Entre os tradicionais, estão o Museu de Arte Contemporânea e o Museu das Culturas Dom Bosco. Mas há espaço para instituições menos conhecidas. É sobre elas que esta matéria trata.

No Conjunto Habitacional Marçal de Souza, no Bairro Tiradentes, o Memorial da Cultura Indígena é um dos participantes. Construído em meados da década de 1990 e reformado em 2010, o espaço reúne a produção artesanal das etnias terena, guarani-kaiowá e kadiwéu. “Seguimos com a abertura para visitação de escolas, turistas e moradores. O importante da semana é a atenção que ela chama para o espaço”, explica Maria do Rosário Almeida, diretora do Departamento de Fomento ao Turismo da prefeitura municipal.

Ela aponta que a instituição deve passar em breve por uma reforma. Ocupando uma área de 340 metros quadrados, o espaço denota abandono. A sujeira acumulada sobre a grama, as paredes encardidas e a depredação oferecem uma primeira impressão bastante negativa e nada atrativa.

Isso tudo se contrasta com a beleza dos itens produzidos por dez artesãos de Campo Grande e de cidades do interior. São peças que refletem a estética dos grupos ali representados. Das bijuterias às cabaças dos guaranis-kaiowás às cerâmicas kadiwéus e terenas, os itens chamam  atenção do público. 

Segundo Claudete Moreira, responsável pelo atendimento no local, estudantes e turistas são o principal público. O City Tour, coordenado pelo departamento de turismo, tinha o Memorial em seu itinerário. No entanto, o serviço está parado e não tem previsão de retorno. A informação é de que o ônibus está em manutenção.

O Memorial da Cultura Indígena tem vagas para visitas guiadas. O agendamento pode ser feito pelos telefones 3314-3544 ou 3314-3588.

ITINERÂNCIA

Sem sede própria, o Museu Itinerante de Museologia Esportiva, idealizado por Sullivan Oliveira, realiza uma mostra fotográfica na Plataforma Cultural da Esplanada Ferroviária. O local recebe 52 imagens que demonstram o impacto e a força cultural do futebol ao retratar a prática em regiões de conflito no Oriente Médio, na África e na América do Sul.

“São imagens impressas em dryfit, o mesmo material que é utilizado para a produção de uniformes esportivos. É uma maneira de ‘linkar’ as propostas”, aponta o idealizador. O museu itinerante ganhou reconhecimento graças ao acervo de mais de 500 moldes com a pegada de figuras importantes do esporte brasileiro e internacional. “Optamos por trazer algo diferente. É um meio de mostrar como o futebol é uma forma de integração presente nos mais diversos contextos”, ressalta.

Sullivan conta que o Museu Itinerante de Museologia Esportiva foi criado há dois anos. Esta é a primeira participação na programação da Primavera dos Museus. Segundo o coordenador, também será realizada ação – que prevê projeção de vídeos – em busca da conscientização sobre o mal de Alzheimer. A exposição permanece na Esplanada até a próxima quarta-feira.

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