Domingo, 25 de Junho de 2017

CORREIO B

Grupos de várias partes do país invadem ruas e teatros da Capital

17 MAR 2017Por THIAGO ANDRADE16h:34

Presidente Prudente, Fortaleza, Porto Alegre, São Paulo, Caxias do Sul, Dourados e Campo Grande. Artistas de todas essas cidades se apresentam na Capital durante o fim de semana, na 7a edição do Temporada do Chapéu, promovido pelo Teatro Imaginário Maracangalha. Desde ontem, a programação vem acontecendo na cidade e demonstrando a força democrática do teatro de rua.

As apresentações são gratuitas; mas, ao final do espetáculo, é costume passar o chapéu para garantir contribuições voluntárias do público. Hoje, a programação começa às 8h30min, na Centro de Comercialização de Economia Solidária, com a oficina “O Teatro e o Corpo”, do grupo paulistano Pombas Urbanas. A companhia, formada em 1989, também apresenta seu espetáculo mais recente. 

“Era uma Vez um Rei” será encenado amanhã no Sesc Morada dos Baís, às 17h, e é um dos destaques da mostra – que conta com uma variedade de espetáculos que merecem ser assistidos. Na peça, um grupo de moradores de rua decide criar uma brincadeira entre si e elege um deles para se tornar rei durante uma semana. Ao fim da brincadeira, o antigo rei se proclama presidente e, posteriormente, cria a possibilidade de eleiçã, até que, finalmente, torna-se um ditador.

O espetáculo estreou em 2014. “É uma maneira de lidar com o passado histórico da política brasileira, passando por processos de governabilidade que já se fizeram presentes no País”, explica Marcelo Palmares, ator e um dos fundadores da companhia. Pombas Urbanas, que tem sede no Bairro Cidade Tiradentes, na periferia paulistana, foi fundado a partir de oficinas ministradas pelo ator e diretor peruano Lino Rojas, falecido em 2005. “Na oficina, nós vamos apresentar um pouco dos exercícios e do processo que ele nos apresentou”, comenta o ator.

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Além do grupo paulistano, passam pelas ruas campo-grandenses espetáculos como “Final de Tarde”, dos cearenses do Teatro de Caretas. A partir de conceitos com que tratam a cidade como dramaturgia e o “teatro ambiental”, o grupo propõe uma série de experimentos que têm como foco a interpretação cênica na rua. A encenação tem início sem que os transeuntes sejam avisados – com exceção daqueles que leem essa reportagem. O espetáculo ocorre às 17h, no entorno do Sesc Morada dos Baís.

Outro destaque da programação é o “Circo de Horrores e Maravilhas”, do grupo Oigalê, de Porto Alegre. Décima montagem da companhia, baseia-se nos tradicionais circos de horror que exibiam pessoas “diferentes”, como mulheres barbadas, gigantes, siamesas, entre outros. Será encenado no sábado, às 16h.

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